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Carneiro apresenta recandidatura à liderança do PS e de novo sem oposição

Corrida será feita de novo sem opositores e com o objetivo de "afirmar e modernizar" o partido.

28 de fevereiro de 2026 às 07:24

José Luís Carneiro apresenta este sábado a sua recandidatura ao cargo de secretário-geral do PS na sede nacional, em Lisboa, uma corrida que fará de novo sem opositores e com o objetivo de "afirmar e modernizar" o partido.

A sessão de apresentação está marcada para as 15h30 e, segundo informação adiantada à Lusa por fonte oficial do PS, além de José Luís Carneiro vão discursar dois jovens: Lara de Sousa Dantas, que em 2024 foi distinguida pela Forbes Portugal como uma das "30 Under 30", e João Pedro Pereira, que o ano passado recebeu o prémio de melhor estudante da licenciatura em Economia atribuído pelo ISCTE-IUL.

Tal como aconteceu nas diretas de junho de 2025 -- eleições marcadas para completar o tempo do mandato de Pedro Nuno Santos que se demitiu na sequência da derrota das legislativas antecipadas -- José Luís Carneiro volta a ser candidato único à liderança do PS.

Depois de assumir os destinos do partido de forma intercalar, o secretário-geral do PS parte para as eleições dos próximos doas 13 e 14 como vencedor antecipado, estando a consagração agendada para o XXV Congresso Nacional agendado para 27, 28 e 29 de março, em Viseu.

Na sessão de apresentação da última candidatura, em 07 de junho de 2025, que também foi no Rato, Carneiro apelou à união interna no partido, sem "golpes recíprocos" ou ficar a olhar para dentro, assegurando que não faria "ataques pessoais e superficiais na praça pública".

"Apelo aos socialistas para que se unam na sua diversidade, para iniciar o caminho de volta que a defesa dos nossos ideais nos pede", afirmou nesse momento.

Na moção global de estratégia que entregou esta semana, intitulada "Contamos todos", o deputado e ex-ministro assegura que os socialistas não procuram "eleições legislativas antecipadas", mas têm "que estar preparados para estar à altura de todas as responsabilidades".

"Esta Moção de Política Global que proponho ao Congresso Nacional é isso mesmo, o continuar de um amplo movimento participativo de preparação das políticas da futura governação do PS", refere.

Com o objetivo de "afirmar e modernizar" o PS, o recandidato à liderança do PS propõe a criação de um Código de Ética dos militantes e eleitos socialistas, de uma Comissão de Ética e de um canal de denúncias interno.

Depois de um grupo de críticos internos ter condenado os prazos apertados deste congresso e pedido mais tempo, Carneiro referiu, na quinta-feira, quando entregou a moção, que houve "dois meses para a convocação de todos os atos eleitorais".

"Naturalmente que o esforço que foi desenvolvido por mim ao longo destes seis meses foi um esforço de inclusão, de abertura à participação de todas e de todos. E esse apelo continua a ser válido hoje. Estou a realizar sessões por todo o país e aquilo que quero dizer é convocar mesmo aqueles que têm posições mais críticas a participarem ativamente nessas sessões que visam fazer a tal discussão mais aprofundada com a sociedade civil e também com os militantes do partido", desafiou.

O candidato único recusou que essa condição seja uma fragilidade e, o presidente do PS, Carlos César, até considerou que o facto de não ter opositor nesta disputa é sinal do reconhecimento da qualidade da liderança de Carneiro.

Carneiro referiu que as prioridades da sua moção estratégica são muito claras.

"Habitação, saúde, salários, uma economia que incorpora um choque de tecnologia e que se baseia numa nova política fiscal para garantirmos melhores remunerações, tendo a ambição que até 2035 sejamos capazes de ter salários médios em Portugal equiparáveis aos salários médios europeus", resumiu.

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