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Correio da Manhã

Política

António Costa não revela posição sobre eutanásia após provocação do CDS

Tema volta ao parlamento através de projeto do Bloco de Esquerda.
Lusa 30 de Outubro de 2019 às 16:22
Costa não revela posição sobre eutanásia após provocação do CDS
Costa não revela posição sobre eutanásia após provocação do CDS FOTO: Duarte Roriz/Correio da Manhã
O CDS desafiou, mas o primeiro-ministro não respondeu sobre qual a sua posição quanto à eutanásia, numa altura em que o tema volta ao parlamento através de um projeto do Bloco de Esquerda.

A questão foi colocada na ronda de perguntas do CDS, no arranque do debate do programa do Governo, esta quarta-feira, no parlamento, através do deputado Telmo Correia, que quis saber o que pensa António Costa sobre a morte assistida. "No CDS somos contra. Qual a posição do Governo? Qual é a sua posição? Esta é uma questão fundamental, não é indiferente", afirmou Telmo Correia, que também questionou o chefe do Governo sobre as forças de segurança ou suspeitas de irregularidades no SEF.

Passou quase uma hora, Costa respondeu a vários deputados, mas nada disse sobre as perguntas de Telmo Correia, o que levou a nova líder parlamentar centrista, Cecília Meireles, a questionar o presidente do parlamento, sobre se o primeiro-ministro não iria responder.

Ferro Rodrigues afirmou que "o primeiro-ministro é livre de responder ou não" às perguntas e que a avaliação do que diz ou não caberá a quem o ouve. "Cada um tem a liberdade de responder às perguntas que quer", disse. Cecília Meireles ainda argumentou que o chefe do Governo não pode só responder às perguntas "das bancadas da esquerda".

Vários projetos de lei sobre a morte medicamente assistida ou eutanásia foram chumbados na anterior legislatura, tendo o Bloco de Esquerda anunciada que iria colocar o tema no seu programa eleitoral e voltar a apresentar a proposta ao novo parlamento, o que já aconteceu.

Em 2018, enquanto secretário-geral do PS, António Costa admitiu ser favorável à eutanásia, mas, no momento da votação das leis, a bancada socialista teve liberdade de voto, havendo deputados a favor e contra os projetos.
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