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Correio da Manhã

Política
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Donativos pagam campanha de Belém

Vera Jardim e Jorge Coelho disponíveis para contribuir.
Cristina Rita e Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 27 de Janeiro de 2016 às 06:00
Maria de Belém deve apresentar contas de campanha das presidenciais com despesas no valor de 300 mil euros FOTO: Miguel A. Lopes
Serão os donativos feitos por particulares e empresas que vão pagar a maioria das despesas da campanha de Maria de Belém. Segundo apurou o CM, apesar de a candidata ter orçamentado mais de 790 mil euros em despesas, os gastos reais ficaram muito abaixo desse montante, podendo não ir além dos 300 mil euros. Este montante deverá ser pago, na sua maior parte, por donativos que a candidata terá de angariar, depois do fecho das contas, junto de apoiantes, empresários ou até instituições financeiras.

O mandatário financeiro da campanha, João Manuel Correia, é um homem ligado à União das Misericórdias Portuguesas (UMP), de onde vieram muitos dos donativos para a campanha presidencial, mas o apuramento das despesas reais está ainda no início. A angariação de donativos deve ocorrer após o fecho das contas para saldar dívidas fora das regras de campanha. Uma área onde os poderes de fiscalização da Entidade das Contas são menores.

Na sua equipa, vários destacados militantes do PS estão dispostos a contribuir. É o caso de Jorge Coelho e do porta-voz da campanha, Vera Jardim, que garantiu ao CM estar disposto a ajudar: "Obviamente. Teremos de ver isso com calma." Manuel Alegre também está disponível, "apesar de não ser uma pessoa rica". Em relação ao PS, o histórico militante diz ao CM que o partido "não tem obrigação" de contribuir, mas "moralmente não deve ignorar" o caso. Contudo, não há do lado do largo do Rato qualquer intenção de avançar com contributos.

Recorde-se que Alegre enfrentou um longo processo para saldar as dívidas das presidenciais de 2011. Na altura, o PS garantiu 200 mil euros. Porém, em 2011, o partido deu o apoio oficial ao candidato, enquanto nestas eleições António Costa deu liberdade de voto aos socialistas. Uma decisão que vai merecer críticas de vários dirigentes nos órgãos dos partidos.

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