Ministro da Educação adiantou esta segunda-feira aos jornalistas que cerca de 70% das provas foram distribuídas.
Cerca de 70% dos exames do secundário estão nas mãos dos professores e os restantes deverão ser distribuídos até ao final do dia, antecipou esta segunda-feira o ministro da Educação, garantindo que não há classificadores sem provas para corrigir.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação abriu esta segunda-feira à comunicação social as portas do centro de operações onde estão a ser processados os exames nacionais do ensino secundário.
Pela primeira vez este ano, as provas dos 11.º e 12.º anos, que continuam a ser realizadas em papel, estão a ser corrigidas em formato digital, um processo que implica que sejam digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliadas.
Organizadas em centenas de caixas num armazém em Mem Martins, concelho de Sintra, as mais de 300 mil provas já foram todas digitalizadas, mas ainda há professores que não receberam todos os itens que terão de classificar.
Aos jornalistas, o ministro explicou que cerca de 70% das provas foram distribuídas e as restantes, a aguardar revalidação devido à identificação de algum erro na digitalização, chegariam ainda esta segunda-feira aos respetivos classificadores.
Ainda assim, nenhum professor continua sem trabalho e, mesmo com alguns itens em falta, todos os classificadores já receberam grande parte do trabalho que terão de concluir até 14 de julho, acrescentou Fernando Alexandre.
Nas antigas instalações do Editorial do Ministério da Educação e Ciência -- entidade entretanto extinta e cujas funções foram assumidas pela Imprensa Nacional Casa da Moeda --, dezenas de professores continuam a trabalhar diariamente para processar as provas realizadas entre 16 e 26 de junho.
Depois de entregues pelas forças de segurança, todas as folhas de resposta tiveram de ser digitalizadas -- um processo inicialmente mais demorado devido à forma como alguns exames tinham sido acondicionados pelas escolas -- e carregadas na plataforma de processamento e tratamento.
Foi, precisamente, nessa plataforma que ocorreram muitas das falhas técnicas que acabaram por obrigar a tutela a alterar prazos e adiar a segunda fase dos exames nacionais.
Segundo o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, o sistema está desenhado para validar, de forma automática, se as provas estão em condições para serem carregadas na plataforma de distribuição e classificação.
No entanto, devido a um erro na programação, essa filtragem não estava a funcionar corretamente e, por isso, alguns professores chegaram a receber, por exemplo, respostas incompletas.
Os governantes asseguram, no entanto, que as equipas do Ministério da Educação estão a acompanhar, em permanência, todas as falhas reportadas, contando atualmente com o apoio técnico de uma consultora externa, e que "os grandes obstáculos estão todos resolvidos".
Devido aos problemas técnicos identificados logo nos primeiros dias do processo, o Governo anunciou, na semana passada, o adiamento da divulgação dos resultados e da segunda fase dos exames nacionais.
Os professores terão agora até 14 de julho para classificar as provas (era até dia 10), e os resultados serão afixados a 17 de julho, em vez de 14 de julho.
A segunda fase dos exames finais nacionais do ensino secundário, que deveria começar a 16 de julho, arranca apenas na tarde de 20 de julho e termina a 24 de julho, em vez de 22 de julho.
Segundo adiantou esta segunda-feira aos jornalistas, o Ministério da Educação está também a trabalhar numa ferramenta para monitorizar a correção de todos os exames e que permitirá saber quantos itens de resposta são distribuídos a cada professor e acompanhar a conclusão das correções.
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