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Intervenção militar dos EUA na Venezuela divide candidatos a Belém

Ação norte-americana marcou dia em que os candidatos a Presidência da República foram em força para a rua com o objetivo de conquistar votos.

04 de janeiro de 2026 às 01:30

O período oficial de campanha eleitoral só começa, este domingo, mas os principais candidatos a Belém jogaram na antecipação e meteram-se, este sábado, ao caminho para conquistar os portugueses. As atenções estiveram voltadas para a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela: os que se posicionam mais à esquerda foram unânimes em condenar a ação norte-americana; os adversários, mais à direita, apontaram ao regime opressivo.

“É um bom sinal para a liberdade em toda a região”, considerou André Ventura. João Cotrim Figueiredo, disse que “a comunidade internacional não soube lidar com uma ditadura na Venezuela que há demasiado tempo oprime o povo venezuelano e usurpou as eleições de há dois anos”. Apesar disso, o liberal criticou os EUA por não se terem coordenado com os aliados. Na mesma linha, Luís Marques Mendes afirmou que “é mais ou menos óbvio que esta intervenção não segue o direito internacional”. Ainda assim, não deixou de sublinhar que União Europeia “tem um afastamento enorme, público e oficial, em relação ao regime de Maduro”. Para Gouveia e Melo a captura do ditador “é ilegítima”. “O Governo da Venezuela não cumpria também os requisitos da democracia, mas isso não significa que haja o direito de começarmos a intervir por isto ou por aquilo na soberania dos outros países”, referiu.

Noutro campo político, António José Seguro acusou os EUA de “violação clara do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas”. E para Jorge Pinto não há dúvidas de que se trata de um “ataque”, de uma “agressão ilegal em todos os seus sentidos”. Na mesma linha, Catarina Martins fez um paralelo com outras geografias. “Assim como nós não aceitamos que Vladimir Putin diga que vai fazer uma operação especial porque quer ficar com riquezas da Ucrânia, também não podemos aceitar que Donald Trump diga que quer ficar com o petróleo da Venezuela e, por isso, entra pelo país adentro. Isto é semear a guerra global”, afirmou. António Filipe falou em “sequestro” e condenou com “toda a veemência esta brutal violação do direito internacional”.

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