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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

EUA anunciam encontro com representantes da Dinamarca para discutir tensões na Gronelândia

Encontro deve acontecer na próxima semana, de acordo com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

07 de janeiro de 2026 às 16:59

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou que está marcado um encontro com representantes da Dinamarca para serem discutidas as tensões na Gronelândia, durante a próxima semana. A informação é avançada pela Reuters

O Presidente norte-americano, Donald Trump, avançou que estava a avaliar com a sua equipa "múltiplas alternativas" para tomar posse do território dinamarquês da Gronelândia, incluindo por via militar, afirmou esta terça-feira a Casa Branca.

Trump "deixou claro que a aquisição da Gronelândia é uma prioridade de segurança nacional para os Estados Unidos e é vital para manter sob controlo os nossos adversários na região do Ártico", disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, avisou que um ataque dos EUA contra a Gronelândia "seria o fim da NATO" e denunciou a "pressão inaceitável" de Donald Trump para controlar aquele território.

 Os líderes de sete países europeus - França, Alemanha, Itália, Polónia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca - assinaram na terça-feira uma declaração conjunta a defender a autonomia da Gronelândia. No documento, marcam a posição de que a Gronelândia pertence à Dinamarca.

A Casa Branca veio referir esta quarta-feira que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a "considerar ativamente" a compra da Gronelândia, e que recusou afastar a opção militar para conseguir o território semiautónomo da Dinamarca.

Em conferência de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que Trump a equipa de segurança nacional norte-americana estão a discutir o assunto, lembrando que a ideia de uma aquisição da Gronelândia "não é nova" para os EUA.

Leavitt justificou o interesse norte-americano com a necessidade de reforçar o controlo sobre a região do Árctico e impedir o avanço da China e da Rússia numa área considerada estratégica, apesar de tratados existentes já permitirem a presença militar dos EUA na ilha.

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