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Correio da Manhã

Política
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Lei da Saúde provoca divórcio na geringonça

Primeiro-ministro arrasa líder do BE no último debate quinzenal da legislatura.
Diana Ramos e Salomé Pinto 19 de Junho de 2019 às 09:07
António Costa
António Costa no debate quinzenal
António Costa
António Costa
António Costa
António Costa
António Costa no debate quinzenal
António Costa
António Costa
António Costa
António Costa
António Costa no debate quinzenal
António Costa
António Costa
António Costa
Os primeiros sinais do chumbo à proposta do PS para uma nova Lei de Bases da Saúde surgiram logo no último debate quinzenal desta legislatura, com o primeiro-ministro a acusar o Bloco por um eventual chumbo.

A nega foi dada pouco tempo depois, na comissão de Saúde, na qual todos os partidos com exceção do PS votaram contra as mexidas na lei que regulamenta o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"Se a lei de bases chumbar a responsabilidade é exclusivamente sua e do seu grupo parlamentar", atirou António Costa numa resposta à coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, protagonizando o momento mais quente da discussão parlamentar. Uma postura mais agressiva do atual chefe do Executivo que indicia também o fim da geringonça.

Antes, a líder bloquista afirmou que "o Governo não terá a ajuda do BE para que os privados entrem" no setor da Saúde e que o Executivo "não pode impor a aceitação das PPP como condição da aprovação da nova lei". "Não deixe que coisa pouca deixe cair a lei de bases e não deixe impor a vontade do Grupo Mello", pediu Catarina Martins, sugerindo que os socialistas deixassem para a próxima legislatura a discussão em torno da revisão das PPP na Saúde.

Costa replicou lembrando que "manterá em vigor a lei de 90 quem chumbar a Lei de Bases da Saúde nesta legislatura".

Jerónimo de Sousa, líder do PCP, também questionou o primeiro-ministro sobre a falta de investimento no SNS, mas Costa foi bem mais brando, assegurando que PS e comunistas se preocupam "exatamente com as mesmas questões na saúde".

Foi depois nas respostas ao PS que o chefe de Governo voltou a tecer duras críticas ao Bloco. Começou por defender a necessidade de a lei de bases ter um consenso o mais alargado possível. E foi mais longe: "Não queremos uma lei de bases para fazer campanha eleitoral ou para lavar a consciência de hoje."

Negrão ataca com EDP e é acusado de defender a elétrica
O líder parlamentar do PSD acusou António Costa de "não ser primeiro-ministro para o povo", num debate em que ambos trocaram acusações a propósito dos incêndios e da barragem do Fridão. Fernando Negrão começou por acusar o Governo de falhar na resposta aos problemas causados pelos incêndios de 2017.

Sobre a EDP, Negrão questionou Costa se podia garantir que os portugueses não terão de pagar 218 milhões de indemnização à EDP na barragem de Fridão. "Estou quase comovido com a preocupação como exerce a advocacia 'pro bono' para proteger a EDP", ironizou o primeiro-ministro.

Cristas fica sem resposta de Costa
"Vai ou não baixar impostos?" A questão foi lançada pela líder do CDS no debate quinzenal, depois de alertar para estatísticas preocupantes da OCDE. Costa deixou Assunção Cristas sem resposta.
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