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Livre propõe distribuir kits' de emergência em Lisboa e Moedas diz que já distribuiu mais de 2000

Governação PSD/CDS-PP/IL afirma que a medida já está em curso.

25 de fevereiro de 2026 às 22:12

O Livre na Câmara de Lisboa defendeu esta quarta-feira a criação de um programa municipal de distribuição de 'kits' de emergência para responder ao "agravamento de fenómenos climáticos extremos", tendo a governação PSD/CDS-PP/IL afirmado que a medida já está em curso.

"Nós distribuímos 'kits' de emergência, aliás, já distribuímos mais de 2.000 nas escolas", afirmou o presidente da autarquia, Carlos Moedas (PSD), manifestando-se "muito espantado" com a apresentação da proposta do Livre durante a reunião pública da Câmara Municipal.

Na apresentação da proposta, que ainda tem de ser agendada para votação, o vereador do Livre, Carlos Teixeira, disse que a ideia é que a Câmara Municipal desenvolva um programa que permita a distribuição de 'kits' de emergência e, assim, capacite a população de Lisboa face a fenómenos climáticos extremos.

"Vivemos tempos de uma maior periodicidade e agravamento de fenómenos climáticos extremos [...], com impactos imediatos, com consequências humanas e materiais expressivas, incluindo, infelizmente, vítimas mortais, centenas de desalojados, elevados prejuízos", declarou Carlos Teixeira, defendendo que é preciso colocar os munícipes na linha da frente de resposta a estes desafios "sem precedentes".

O vereador do Livre disse que as recentes tempestades, nomeadamente as depressões Kristin e Leonardo, que ocorreram entre o final de janeiro e o início de fevereiro, com chuva intensa e vento forte em Portugal continental, se inserem "numa tendência crescente" de fenómenos climáticos extremos, em que se incluem também as cheias de dezembro de 2022 na cidade de Lisboa.

"A este contexto, juntam-se outros eventos não climáticos, não meteorológicos, mas de grande magnitude, como o apagão de 28 de abril de 2025, que afetou toda a Península Ibérica, demonstrando a necessidade de reforçar a preparação, mitigação e adaptação a crises complexas", expôs, afirmando que, "mais do que responder após o desastre", é preciso "antecipar o risco".

Sem conseguir enquadrar a proposta do Livre, o presidente da Câmara de Lisboa disse que, nos últimos anos, o município deu "um salto enorme" quanto à preparação de "potenciais catástrofes", desde logo com a criação do Centro de Coordenação Operacional Municipal (CCOM) em 2022, juntando Proteção Civil, Polícia Municipal e bombeiros.

"Isso não existia, existe neste momento. Existe também aquilo que nós não tínhamos até aqui, que foi essa capacidade da coordenação total em relação a cada ação, com os 86 pontos de localização nas freguesias, já para não falar do alerta de tsunami [...]. Obviamente que uma catástrofe será sempre uma catástrofe, uma tragédia é sempre uma tragédia", afirmou Carlos Moedas.

Nesta reunião, Ana Jara, do PCP, voltou a questionar a governação municipal sobre o apoio às famílias afetadas pela expropriação de um prédio em Alcântara no âmbito da expansão do Metro, tendo o vereador do Urbanismo e da Habitação, Vasco Moreira Rato (independente indicado pelo PSD), assegurado que o município vai "dar todo o apoio que é preciso".

"A Câmara tem previstos todos os cenários possíveis para que se possa atuar em função das necessidades no seguindo do processo negocial entre o Metro e os munícipes e nenhum vai ficar com a situação por resolver", disse Vasco Moreira Rato.

Também o presidente da autarquia reiterou que a Câmara Municipal "não vai abandonar" estes moradores afetados pela expropriação por parte do Metro.

Na terça-feira, na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa, o presidente da Junta de Freguesia de Alcântara, Mauro Santos (PS), questionou sobre processo de expropriação deste prédio, propriedade da Câmara de Lisboa, no âmbito da construção da futura estação de metro em Alcântara, referindo que tal afeta "oito famílias que residem em habitação municipal há décadas, entre elas pessoas com mais de 90 anos".

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