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Luís Montenegro desafia Passos Coelho a avançar

Líder social-democrata antecipa eleições diretas para maio e convida quem tiver “um caminho alternativo” a concorrer.

06 de março de 2026 às 01:30

Luís Montenegro propôs antecipar para maio as eleições diretas no PSD e desafiou eventuais opositores a avançarem, numa clara alusão a Passos Coelho. “Gosto de ser claro e direto: se houver um caminho alternativo e diferente que seja apresentado e que seja objeto da apreciação do partido, dos seus órgãos e dos militantes. Estamos aqui para transformar Portugal, para ouvir aqueles que nos querem ajudar, mas para não perder a oportunidade, a honra e o privilégio que alcançámos nas urnas com a confiança dos portugueses”, disse o presidente social-democrata no Conselho Nacional do PSD, na quarta-feira.

Sem nunca referir o nome de Passos Coelho, o líder do PSD continuou a ‘carregar’ no antigo primeiro-ministro, que nas suas recentes intervenções criticou Montenegro por não ter tentado apoiar-se na maioria de direita no Parlamento para levar a cabo reformas estruturais para o País. “Aqueles que no PSD se conformararem com as narrativas da oposição (...) de que este Governo e este primeiro-ministro são uma segunda versão dos governos e do primeiro-ministro que os antecedeu, aqueles que tiverem dúvidas no PSD, de facto, não estão a compreender aquilo que nós estamos a fazer”, atirou Montenegro, saindo em defesa do “caminho reformista” do atual Governo.

Numa clara referência às críticas de Passos sobre as linhas vermelhas da AD em relação ao Chega, o líder do PSD prosseguiu: “Estando nós com alguma dúvida existencial sobre a nossa estratégia política e sobre alianças políticas, creio que devemos conformar aos ciclos políticos a gestão política do PSD. Para que não haja nenhuma dúvida, é meu desejo que se possam realizar as eleições diretas em maio”, anunciou Montenegro, recordando que foi eleito presidente do PSD primeira vez a 28 de maio de 2022, daí ser seu desejo que as diretas possam regressar a este calendário, depois de em 2024 terem derrapado para depois do verão devido às eleições europeias.

Esta quinta-feira, depois da reunião do Conselho de Ministros, o primeiro-ministro enfatizou que a clareza interna no PSD “é um eixo fundamental para a estabilidade” governativa. “As garantias de estabilidade que o Governo dá também devem advir da estabilidade dos partidos que compõem a coligação que suporta o Governo”, vincou Montenegro.

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