Na quarta-feira o dia será dedicado a "interações com empresas turcas" e, na quinta-feira, o governante português irá reunir-se com o secretário das Indústrias de Defesa da Turquia.
O ministro da Defesa Nacional desloca-se esta semana à Turquia e à Polónia para avaliar investimentos nas indústrias do setor, que incluem dois navios reabastecedores para a Marinha portuguesa que estão a ser construídos em estaleiros turcos.
De acordo com fonte oficial do Ministério da Defesa, Nuno Melo viaja esta terça-feira para Istambul, na Turquia, com o objetivo de procurar oportunidades para "reequipar" as Forças Armadas.
Na quarta-feira o dia será dedicado a "interações com empresas turcas" e, na quinta-feira, o governante português irá reunir-se com o secretário das Indústrias de Defesa da Turquia, Haluk Görgün.
No mesmo dia, acompanhado pelo seu homólogo, Yasar Güler, Nuno Melo visitará os estaleiros da ADA, em Tuzla, para participar na cerimónia de assentamento da quilha do Navio da República Portuguesa (NRP) "Luís de Camões", o primeiro de dois navios reabastecedores que vão reforçar a Marinha portuguesa.
Em dezembro de 2024, o então chefe do Estado-Maior da Armada, Henrique Gouveia e Melo, anunciou que a Marinha iria preencher uma "lacuna grave" com a aquisição de dois navios reabastecedores, com data prevista de chegada ao país em 2028.
Esta aquisição resultou de um contrato assinado entre a Marinha Portuguesa e a empresa turca STM.
No início desse ano, de acordo com um despacho publicado em Diário da República, a então ministra da Defesa, Helena Carreiras, autorizou a Marinha a realizar a despesa com a aquisição de dois navios reabastecedores até um máximo de 100 milhões de euros, inseridos na Lei de Programação Militar (LPM).
Portugal não tem um navio reabastecedor desde o abate do "Bérrio", que integrava a Marinha portuguesa desde 1993 e o passou ao estado de desarmamento para abate a partir de 2020.
Na sexta-feira, Nuno Melo ruma até Varsóvia, capital da Polónia, onde tem uma reunião marcada com o seu homólogo, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, "com vista à criação de sinergias entre os dois países", adiantou à Lusa fonte oficial.
A Polónia, país que faz fronteira com a Ucrânia mas também com a Rússia, através do enclave de Kaliningrado, lidera as despesas em defesa dos países da NATO e é também o país que mais vai beneficiar do Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE), empréstimos da União Europeia, com cerca de 43 mil milhões de euros em financiamento.
No âmbito deste programa -- que totaliza 150 mil milhões para todos os estados-membros em empréstimos a longo prazo e a preços favoráveis - Portugal candidatou-se com um plano de 5,8 mil milhões de euros para reequipar as suas Forças Armadas, que têm que ser executados até 2030.
A viagem de esta terça-feira até Istambul será feita a bordo de um KC-390, um avião de transporte militar multifacetado que o Estado português tem adquirido à construtora aeronáutica brasileira Embraer, adaptando-a, através de tecnologia nacional, aos padrões da NATO e da União Europeia.
Integram a comitiva o Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Álvaro Castello-Branco, os chefes do Estado-Maior da Armada, almirante Jorge Nobre de Sousa, e da Força Aérea, general João Cartaxo Alves, e o presidente do Conselho de Administração da IdD Portugal Defence, Ricardo Pinheiro Alves, entre outras entidades.
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