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Montenegro na NATO com meta cumprida

Primeiro-ministro participa esta terça e quarta-feira na Cimeira da Aliança em Ancara, na Turquia.

07 de julho de 2026 às 01:30

Quando Luís Montenegro chegar esta terça-feira a Ancara, na Turquia, para a reunião magna dos países da NATO, poderá apresentar a primeira meta a que se propôs como completa. Portugal “cumpriu o compromisso que assumiu, tendo investido, em 2025, 2,01 por cento do PIB em Defesa” explica fonte do Gabinete do Primeiro-ministro. Apesar de ser um primeiro passo, é pouco face ao que se pretende. O objetivo fechado - e há muito exigido por Donald Trump - ainda está longe: chegar a um gasto de cinco por cento do PIB. E é o dinheiro, ou a falta dele, que pode aumentar as brechas na Aliança.

Ancara está praticamente cortada ao meio. Ruas bloqueadas, algo habitual nestes encontros, mas com dezenas de polícias nas ruas. Não raras vezes a pedir identificação a quem demonstra ser estrangeiro.

Nos meses que antecederam esta cimeira, o presidente dos EUA pressionou os aliados com ameaças de retirar tropas do velho continente, no que poderia vir a ser entendido pela Rússia como um sinal de fraqueza da Aliança. A incerteza do que dirá Trump é a grande incógnita desta cimeira da Nato, que tem outro objetivo: o apoio à Ucrânia. E neste ponto os sinais são mais favoráveis. A Europa a 27 apoia Kiev e o próprio presidente dos EUA vai encontrar-se com Volodymyr Zelensky em Ancara. Até porque o presidente ucraniano vem com um pedido: vai insistir na necessidade de mais apoio na defesa aérea, depois de vários dias de ataques fortíssimos da Rússia, no que foi entendido por alguns como uma provocação e um desafio à NATO antes desta cimeira.

Por fim, os países da Aliança vão encarar Trump numa altura em que ainda não terminou a Guerra no Médio Oriente. Os aliados da NATO optaram por manter-se fora do conflito, o que para Trump foi quase como uma traição, e o presidente dos EUA irá certamente voltar ao assunto numa cimeira que se prevê tensa.

Ataques russos matam 22 em Kiev

Pelo menos 22 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas esta segunda-feira num ataque russo com mísseis balísticos e drones contra Kiev e arredores. A Força Aérea da Ucrânia afirmou que não conseguiu intercetar nenhum dos 23 mísseis balísticos lançados, atribuindo a falha à escassez de sistemas de defesa aérea, enquanto a Rússia intensifica os bombardeamentos sobre a capital ucraniana.

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