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Passos diz que não é candidato "a coisíssima nenhuma" e se vier a ser será por "imperativo de consciência"

Antigo líder do PSD disse que, de cada vez que fala, é escusado "perder tempo a fazer efabulações" sobre o que é que quer e não quer.

06 de março de 2026 às 15:05

O ex-primeiro-ministro social-democrata Pedro Passos Coelho afirmou esta sexta-feira que não é candidato "a coisíssima nenhuma" e que, se o vier a ser, será apenas por um "imperativo de consciência".

"Não será surpresa para ninguém porque já o tinha declarado publicamente que não sou candidato a coisíssima nenhuma", afirmou o antigo chefe do executivo à entrada para a 4ª edição da Cimeira da Associação de Estudantes da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (AEFEP).

Em resposta aos jornalistas, o antigo líder do PSD disse que, de cada vez que fala, é escusado "perder tempo a fazer efabulações" sobre o que é que quer e não quer.

"Porque no dia em que eu me quiser candidatar, eu digo que me quero candidatar e candidato-me. Não faço isso para satisfazer calendários ou por questões de política interna", atirou.

"No dia em que o fizer, se o fizer, há de ser por um imperativo de consciência e por mais nada", acrescentou.

Passos Coelho afirmou que dirá sempre o que pensa sempre que achar que é "oportuno e importante".

"Não sei se aquilo que eu digo incomoda ou não incomoda, aborrece ou não aborrece, não digo nem para incomodar nem para aborrecer, digo o que penso e direi sempre o que penso", frisou.

O social-democrata ressalvou que sempre que entender que deve dar algum contributo da sua reflexão, mais crítico ou menos crítico, perante o país e perante o Governo não deixará de o fazer e não se deixará condicionar por "reptos de espécie nenhuma de natureza partidária".

"Já fui primeiro-ministro e tenho uma obrigação para muitas pessoas no país e direi sempre aquilo que entender que deve ser dito, sempre que for oportuno e, evidentemente, de acordo com aquilo que eu acho que é importante", sublinhou.

O social-democrata destacou que quem está à frente do Governo umas vezes ouvirá coisas de que gosta e, outras vezes, coisas de que não gosta.

"Eu já ouvi muitas coisas que não gosto e ouvi e ouvi e andei", concluiu.

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