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Patrões pressionam, mas UGT pede mais aproximações

Central sindical ainda não está “confortável” com a última versão das alterações à legislação laboral e admite continuar a negociar. Já a maioria das confederações patronais duvida “que se consiga adiantar muito mais”.

23 de abril de 2026 às 01:30

A UGT admite continuar a negociar a reforma laboral se o Governo fizer aproximações, enquanto os patrões, na sua maioria, pressionam a central sindical a aceitar um acordo. “Não estou ainda confortável com a proposta que está em cima da mesa”, disse Mário Mourão, secretário-geral da UGT, à saída da ronda de audiências que o Presidente da República fez ontem, em Belém, com os parceiros sociais. “Se houver alguma proposta do Governo que possa melhorar” as alterações à lei laboral, “a UGT continua disponível e aberta” para negociar, afirmou. À luz das declarações de Mário Mourão, ganha ainda mais força o voto contra da central sindical em relação a este pacote. “Amanhã [hoje] vai decidir-se sobre a última versão que está em cima da mesa. Se o Governo tiver propostas que venham melhorar o que está em cima da mesa, a UGT vai apreciá-las”, apontou.

Do lado dos patrões, Armindo Monteiro, da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), disse não compreender “qual a divergência tão profunda que impede o acordo” com a UGT e desafiou “as pessoas a lerem o documento em vez de andarem com medo” desta reforma. Para isso, a CIP publicou no seu site a última versão da reforma laboral, a mesma que o Secretariado Nacional da UGT vai hoje apreciar. Pela Confederação dos Agricultores de Portugal, Álvaro Mendonça e Moura disse que, “ao fim de 200 horas de negociação, é o momento de cada um tomar a sua posição definitiva”.

Também os patrões do comércio, pela voz de João Vieira Lopes, dizem duvidar “que se consiga adiantar muito mais em futuras discussões”. Destoando dos outros representantes dos patrões, Francisco Calheiros, da Confederação do Turismo de Portugal, afirmou-se desde já disponível para voltar à mesa das negociações “desde que haja algo concreto” e que “a UGT diga o que está disponível para fazer”. Já Tiago Oliveira, da CGTP, insistiu que a reforma “está ferida de inconstitucionalidade”, devido ao afastamento das negociações a que a central sindical foi votada pela ministra do Trabalho. No fim das audiências, António José Seguro reiterou, numa nota do site da Presidência, “o desejo de todas as partes se disponibilizarem para um diálogo construtivo, colocando os interesses do País em primeiro lugar”.

E TAMBÉM

Cedências à UGT

O primeiro-ministro considerou ontem que “só razões de natureza mais política” impedirão um acordo sobre a lei laboral. Das 138 alterações às leis do trabalho que Luís Montenegro diz terem sido consensualizadas com os parceiros sociais, cerca de um quarto (33) “são resultantes da iniciativa da própria UGT”, adiantou.

Reforma intacta

A ministra do Trabalho disse ontem no Parla- mento que as alterações resultantes das negociações com os parceiros sociais “não desfiguram a reforma” laboral.

Centeno

Mário Centeno defendeu que o mercado de trabalho em Portugal “não tem défice de flexibilidade”. “Não é a legislação laboral que impede a melhoria da produtividade”, argumentou o ex-governador do Banco de Portugal.

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