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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

PCP quer ouvir ministro das Infraestruturas sobre salários atrasados da limpeza de comboios

Partido quer que Pedro Nuno Santos se pronuncie sobre o tema na Assembleia da República.

01 de setembro de 2021 às 19:34

O grupo parlamentar do PCP requereu esta quarta-feira a presença urgente no parlamento do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, a propósito dos atrasos no pagamento dos salários dos trabalhadores da limpeza dos comboios e das estações ferroviárias.

De acordo com um requerimento endereçado ao presidente da Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, entregue esta quarta-feira na Assembleia da República, a bancada comunista explicita que a limpeza dos comboios da CP e das estações ferroviárias da Infraestruturas de Portugal (IP) "é assegurada pelos trabalhadores contratados pela empresa 'Ambiente & Jardim'" e que estes funcionários "estão há mais de dois meses" sem receberem o salário.

"Depois de várias situações semelhantes no passado, e de mais recentemente se terem registado atrasos no pagamento de salários em maio (...), estes trabalhadores foram agora novamente confrontados com uma situação de salários em atraso", sustenta o partido, acrescentando que a situação levou à convocação de uma greve.

O grupo parlamentar do PCP considerou que a "CP, a IP, assim como o Governo, não podem continuar a virar a cara a este drama", que, de acordo com o partido, abrange 600 trabalhadores (de um total de 1.800 da "Ambiente & Jardim").

Por isso e tendo em conta "a urgência desta situação", os comunistas requereram "a audição urgente" de Pedro Nuno Santos no parlamento, advogando que "as empresas públicas CP e IP deveriam integrar estes trabalhadores nos seus quadros, em vez de recorrerem a 'outsourcing'".

O PCP diz que também "importa esclarecer se a CP ou a IP continuam ou não a pagar pela prestação de serviços" à "Ambiente & Jardim" e critica que o "anúncio, por parte da CP, no dia 1 de setembro, de que iria rescindir com esta empresa, sem quaisquer garantias sobre o pagamento dos salários, exige ainda esclarecimentos adicionais sobre a salvaguarda de todos os direitos dos trabalhadores".

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