Eurico Brilhante Dias considerou que António José Seguro defendeu "os valores certos da liberdade e de não permitir uma reconstrução histórica de ataque aos valores do 25 de Abril.
O PS elogiou este sábado o discurso do chefe de Estado, destacando o combate à corrupção e a exigência de transparência na política, e criticou a "caricatura" feita pelo presidente do parlamento sobre incompatibilidades e conflito de interesses.
"Na sessão solene evocativa do 25 de Abril, o Presidente da República fez uma grande intervenção, uma extraordinária intervenção na qual o PS se revê", declarou aos jornalistas o líder parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias.
Eurico Brilhante Dias considerou que António José Seguro defendeu "os valores certos da liberdade e de não permitir uma reconstrução histórica de ataque aos valores do 25 de Abril.
"A transparência na vida pública, a transparência no exercício das funções políticas e o combate à corrupção foram outros temas evocados pelo Presidente da República de forma muito acertada", acentuou.
A este propósito, referiu depois que o PS entregou esta semana um projeto-lei para clarificar que os donativos aos partidos políticos devem ser públicos.
Já em relação ao discurso do presidente da Assembleia da República, Eurico Brilhante Dias disse que "teve partes melhores e piores", mas fez questão de frisar que o aplaudiu no final.
Para o líder da bancada socialista, José Pedro Aguiar-Branco fez "uma certa caricatura" quanto ao trabalho que feito em torno do combate ao conflito de interesses e à transparência.
"Não é a melhor forma de enquadrar este tema. O PS está sempre disponível para revisitar este tema, mas é central para a qualidade da democracia combater o conflito de interesses e promover a transparência no exercício de cargos públicos. Por isso, estamos mais dentro da linha preconizada pelo Presidente da República e menos por um excesso de caricatura que foi apresentada pelo presidente da Assembleia da República", concluiu.
Interrogado sobre a atitude do vice-presidente da bancada socialista Pedro Delgado Alves, que virou as costas em sinal de protesto no final do discurso do presidente da Assembleia da República, Eurico Brilhante Dias respondeu: "A bancada [do PS] tem 58 deputados, acho que aquilo que acabei de dizer corresponde à esmagadora maioria daquilo que pensam os parlamentares do PS", declarou.
Em declarações aos jornalistas no final da sessão, o porta-voz do Livre Rui Tavares elogiou a intervenção do chefe de Estado por ter "tocado em problemas reais da vida dos portugueses" e mostrado na prática como o 25 de Abril tem impacto no seu dia-a-dia.
"É quando não temos uma noção clara da nossa história que os oportunistas e mentirosos se aproveitam para vis distorcer a história", alertou.
O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, partindo das palavras dirigidas aos mais jovens no discurso do Presidente da República, argumentou que a revisão da lei laboral agravará a situação dos mais novos e disse não estranhar que ninguém "tivesse tido coragem para o vir defender" na sessão solene, dada a sua incompatibilidade com o 25 de Abril.
Pelo BE, o coordenador nacional, José Manuel Pureza, voltou a pressionar o Presidente da República, António José Seguro, para que rejeite o pacote laboral que sairá do parlamento, sendo consequente com os valores que defendeu no seu discurso.
O bloquista considerou ainda importante "associar democracia e liberdade a escrutínio" e disse estar certo que o presidente do parlamento "sabe exatamente que isto é assim" e que sem escrutínio a democracia "fica empobrecida".
Inês de Sousa Real, deputada única do PAN, considerou que António José Seguro, no seu discurso, pôs o "foco no essencial" ao referir o combate às alterações climáticas, o acesso à educação e habitação, e elogiou ainda a intervenção do presidente do parlamento, que considerou corajosa.
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