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Requerida "reunião pública urgente" sobre fecho da estação de metro de Santa Apolónia

Proposta do PEV pretende que autarquia de Lisboa promova reunião com moradores e comerciantes, no sentido de apresentar as soluções alternativas de mobilidade para mitigar impactos do encerramento temporário.

14 de julho de 2026 às 23:26

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) recomendou esta terça-feira à câmara a realização de "uma reunião pública urgente" sobre as soluções alternativas de transporte face ao encerramento temporário da estação de metro de Santa Apolónia, ainda sem data anunciada.

Por proposta do PEV, aprovada com os votos contra de PSD e Chega, os deputados municipais decidiram recomendar à Câmara de Lisboa, governada por PSD/CDS-PP/IL, que promova "uma reunião pública urgente com os moradores e comerciantes, no sentido de apresentar as soluções alternativas de mobilidade que estão a ser pensadas para mitigar os impactos do encerramento temporário do metro entre Santa Apolónia e o Terreiro do Paço".

Essa reunião, segundo o PEV, servirá também para o executivo municipal conhecer e debater a opinião e as propostas apresentadas pela população quanto a alternativas de transporte devido ao encerramento da estação de metro de Santa Apolónia, motivado pelas obras do Plano Geral de Drenagem.

A recomendação foi aprovada com a abstenção da IL e do CDS-PP e os votos favoráveis de todos os partidos de esquerda, nomeadamente PS, Livre, BE, PAN, PCP e PEV.

A deputada do PEV Joana Silva reforçou que o objetivo é envolver a população nas soluções de transporte ao encerramento temporário da estação de metro de Santa Apolónia, indicando que os moradores têm propostas, designadamente a criação de um corredor 'bus' contínuo de Santa Apolónia até ao Terreiro do Paço, o reforço da frequência de autocarros e a garantia de estações Gira de bicicletas partilhadas e zonas de estacionamento para quem pretende optar pela mobilidade ativa.

Justificando o voto contra do PSD, Jorge Barata disse que a Câmara Municipal tem vindo a trabalhar em estreita articulação com o Metropolitano de Lisboa, com a Carris e com as restantes entidades envolvidas nas obras do Plano Geral de Drenagem, "para garantir soluções alternativas de mobilidade antes do encerramento da linha".

Referindo que "essas soluções estão a ser estudadas e afinadas de forma técnica e responsável", o deputado do PSD afirmou que "não faria qualquer sentido apresentar publicamente um plano que ainda se encontra em fase de validação", e recusou a crítica relativa à alegada ausência de participação pública neste processo.

Também o deputado Edgar Vaz, do Chega, discordou da realização de uma reunião pública a este propósito e afirmou que os cidadãos precisam é de "respostas concretas, de um calendário credível e de um plano operacional que funcione".

Inicialmente, a Câmara de Lisboa indicou que a estação de metro de Santa Apolónia iria estar fechada a partir de janeiro ou fevereiro deste ano, mas a data foi adiada para o primeiro semestre e, posteriormente, numa informação escrita enviada à AML, refere que será encerrada "por um período de cerca de nove meses, com início estimado atualizado para o mês de julho de 2026", sem apontar data concreta.

Neste âmbito, o PSD apresentou uma recomendação, que baixou à apreciação da 5.ª Comissão Permanente de Mobilidade e Transportes da AML, para que a câmara avalie, em conjunto com a Infraestruturas de Portugal e a CP - Comboios de Portugal, a possibilidade de criar serviços urbanos/suburbanos entre as estações de Lisboa-Santa Apolónia e Alcântara-Terra através da Concordância de Xabregas, enquanto complemento à circulação rodoviária durante o decorrer das obras relacionadas com o Plano Geral de Drenagem na estação de metro de Santa Apolónia.

As recomendações aprovadas pela AML não têm caráter vinculativo.

A AML aprovou ainda recomendações do PAN pela concretização de medidas em matéria de bem-estar animal, do PEV pelo planeamento e investimento para a mitigação das ilhas de calor em Lisboa, do Livre pela proteção dos trabalhadores do município sujeitos a condições meteorológicas extremas e do PAN pela criação de uma rede de lavandarias sociais.

Por escrutínio secreto, contando com 73 deputados votantes, foi aprovada a designação de 38 júris de recrutamento para os concursos para 163 cargos de direção na Câmara de Lisboa, que teve 42 votos a favor, anunciou o presidente da AML, André Moz Caldas (PS).

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