Chefe de Estado reafirmou que uma das ambições e prioridades do seu mandato é "fazer uma grande coligação com os jovens portugueses".
O Presidente da República prometeu, este sábado, dar voz às ideias da juventude para que o país mude, no fim de uma conversa com 25 jovens, que abordaram temas como a descentralização e o combate às desigualdades.
António José Seguro falou brevemente no início e no fim deste encontro sobre "Liberdade, Democracia e Futuro", nos jardins do Palácio de Belém, em Lisboa, realizado no âmbito das comemorações do 52.º aniversário do 25 de Abril, em que disse querer sobretudo ouvir os jovens.
"Nós precisamos, nestes tempos de escuridão, de ter identidade, de ter valores e de ter princípios. E aquilo que eu ouvi por detrás das vossas intervenções e por detrás das vossas propostas são valores, são princípios, são ideias, é tolerância, é respeito pelas opiniões dos outros e é, sobretudo, uma ânsia muito grande que o país mude", comentou, no fim do encontro.
O chefe de Estado reafirmou que uma das ambições e prioridades do seu mandato é "fazer uma grande coligação com os jovens portugueses" para fazer mudanças no país, e renovou o apelo que lançou de manhã, na Assembleia da República, para que "mudem a política, para mudar o país".
"Entrem dentro da política, à vossa maneira, com os vossos princípios, com os vossos valores, com a vossa generosidade, com a vossa energia, com os vossos sonhos. Nós precisamos de voltar a sonhar", pediu.
Segundo António José Seguro, é preciso "mudar muito", para "ter um Estado eficiente e uma economia competitiva", e fazer de Portugal "também um país ótimo para trabalhar". Dirigindo-se aos jovens, disse-lhes: "Conto convosco".
Durante cerca de uma hora e meia, quase todos os 25 jovens presentes fizeram curtas intervenções, um por um, abordando temas como a desconfiança em relação às instituições, a desinformação, a influência das grandes empresas tecnológicas e as desigualdades territoriais e económicas.
Uma jovem com deficiência falou das barreiras que persistem em muitas instalações do ensino superior. Houve críticas ao discurso de ódio, mensagens a favor da descentralização e do reforço da mobilidade social, de melhores condições para os jovens se fixarem em Portugal, de maior clareza na comunicação política e escrutínio da atividade do Governo.
No fim, o Presidente da República considerou que as intervenções desmentiram o mito de que os jovens não se interessam pelo futuro do país e aceitou o desafio que um dos jovens lhe fez para se voltarem a reunir, mas antes do próximo 25 de Abril: "Um ano é tarde de mais, tem de ser antes, está bem?"
António José Seguro comentou que tomou notas e lhe apetecia responder ao que ouviu, mas que para já apenas queria dar espaço às suas ideias, realçando, porém, que "tem que haver consequência".
"Caso contrário, será sempre uma conversa agradável, mas tem que haver consequência. E, portanto, eu darei voz às vossas propostas, às vossas ideias e, sobretudo, à vossa generosidade, que é muito importante nos tempos que correm", prometeu.
Este sábado, nas comemorações do 25 de Abril, entraram no Palácio de Belém 1.893 visitantes, de acordo com a Presidência da República.
Durante a tarde, o chefe de Estado assistiu à programação cultural, que incluiu uma atuação musical de Agir e Paulo de Carvalho.
Mais cedo, António José Seguro recebeu em audiência o presidente da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral, Rui Coimbras, para apresentação de um mecanismo de apoio aos atos eleitorais por pessoas com deficiência e incapacidade.
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