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Ventura saúda "coragem" de Seguro ao referir-se à luta contra a corrupção

Deputado falava aos jornalistas no parlamento, no final da sessão solene comemorativa do 52.º aniversário do 25 de Abril de 1974.

25 de abril de 2026 às 13:16

O líder do Chega saudou este sábado "a coragem" do Presidente da República por referir o combate à corrupção e a transparência no seu discurso do 25 de Abril e disse esperar que o PS tenha ouvido a mensagem.

"António José Seguro hoje teve, nesse âmbito de luta contra a corrupção, coragem, capacidade de mostrar que a luta contra a corrupção pode não ser de esquerda nem de direita, podemos criar trabalho e consensos para lutar contra um dos cancros que o nosso país tem, que é efetivamente a corrupção, que é o facto de não sermos mais ricos porque outros andam a desviar parte desse dinheiro que é de todos", afirmou.

O deputado falava aos jornalistas no parlamento, no final da sessão solene comemorativa do 52.º aniversário do 25 de Abril de 1974.

André Ventura, que disputou a segunda volta das eleições presidenciais com António José Seguro, saindo derrotado, considerou que o discurso do Presidente da República "mostra que é possível estabelecer pontos importantes nos próximos meses no combate à corrupção".

"Também na questão da transparência e do financiamento dos partidos, acho que António José Seguro teve uma mensagem importante [...] Aplaudimos absolutamente este interesse e esta afirmação de António José Seguro de que os financiamentos partidários têm que ser claros, têm que ser transparentes e têm que ser escrutináveis pelo público", elogiou o líder do Chega.

E considerou que o chefe de Estado "deixou mensagens importantes para o futuro do país".

Apelando a consensos, André Ventura disse esperar que o PS "tenha ouvido o que disse o Presidente da República, socialista António José Seguro, para perceber que nestas matérias de combate à corrupção, de luta pela transparência, de luta pela saúde, não pode haver esquerda nem direita".

Já a presidente da IL, Mariana Leitão, reiterou a ideia de que o 25 de Abril "não tem donos" e é "de todos os portugueses", e considerou que os discursos do Presidente da República e do presidente do parlamento não são incompatíveis.

"Todos queremos transparência e é óbvio que a classe política tem de se dispor a essa transparência, acho que é consensual entre todos. Mas é muito importante que se consiga atrair os melhores", defendeu.

Também numa declaração, o deputado do CDS-PP João Almeida classificou como "interessantes" as reflexões sobre o sistema político feitas quer pelo Presidente da República quer pelo presidente do parlamento, mas defendeu que "o país tem de se virar para frente".

"O país não pode desperdiçar a oportunidade que tem, por vontade do povo, de ter condições para se virar para a frente, para olhar para questões como a revisão constitucional sem qualquer complexo, olhar para as reformas sem qualquer complexo e perceber que nós estagnámos nos últimos 20 anos e, pelo mesmo caminho, não vamos sair dessa estagnação", defendeu o democrata-cristão.

O Presidente da República, António José Seguro, alertou este sábado que a liberdade "desaparece aos poucos", e não de uma só vez, e defendeu transparência quanto aos donativos políticos e o escrutínio das novas tecnologias.

Na sua primeira intervenção como Presidente da República no 25 de Abril, António José Seguro defendeu também justiça célere, prioridade ao combate à corrupção e criticou as desigualdades salariais entre homens e mulheres.

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