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Ventura diz que agora começa negociação política sobre lei laboral

Líder do Chega afirmou que, "terminado o processo da concertação social, sem acordo, terá que haver um acordo de natureza política".

07 de maio de 2026 às 19:40

O presidente do Chega, André Ventura, afirmou esta quinta-feira não estar surpreendido com a falta de acordo na concertação social sobre a reforma laboral e considerou que agora começa o período da negociação política.

"Não é nada que me surpreenda. Como já tinha dito, o PS não tinha interesse desde o início em aprovar esta legislação, e é sabido que o Partido Socialista tem uma grande influência na UGT", afirmou.

André Ventura apresentava no parlamento o processo de revisão constitucional que o Chega apresentou quando foi conhecido que as negociações sobre a reforma laboral terminaram esta quinta-feira sem acordo entre o Governo e os parceiros sociais e que o Governo quer levar uma proposta ao parlamento.

O líder do Chega afirmou que, "terminado o processo da concertação social, sem acordo, terá que haver um acordo de natureza política".

"Hoje começará um processo de negociação entre os dois partidos que podem aprovar esta reforma e a vermos se ela tem ou não condições para andar. Neste momento, não tem, neste momento, não me parece que tenha", referiu.

André Ventura salientou que há matérias das quais o Chega não vai abdicar, como a descida da idade da reforma.

"Isto não é uma questão de linha vermelha ou roxa ou amarela, verde ou vermelha. É uma questão de dizer ao Governo [que] numa reforma do trabalho faz sentido começar a pensar gradualmente na descida da idade da reforma", afirmou.

E considerou que se trata de uma "questão de bom senso".

"Se queremos fazer uma reforma laboral, vamos fazê-la para todos os intervenientes, não é só para alguns. E quem é o maior interveniente de uma reforma laboral? Que diabo? É quem trabalha", afirmou.

"Ser de esquerda é dizer que temos de ter uma reforma para quem trabalha, isto é ser de esquerda? Eu acho que isto devia ser o mais básico da direita, a base social de quem trabalha", afirmou.

O presidente do Chega disse que outra prioridade do partido passa pela reposição dos dias de férias e que irá colocar as suas condições ao Governo.

"E depois, vemos se há condições para um avanço ou se não há condições para um avanço. Eu acho que é sempre bom quando há condições para um avanço. Se não houver condições para esse avanço, teremos que voltar ao início, mas também o país não vai parar, nem vai mudar de nome, nem vai mudar de Estado. Se não for aprovada a lei laboral, a vida continua", defendeu.

O líder do Chega disse ainda ver "com bons olhos a abertura que a CIP mostrou para ceder em também determinadas matérias que o Chega tem sido muito vocal desde o início".

Questionado se a revisão constitucional será uma condição para aprovar as alterações à lei laboral, André Ventura recusou misturar os assuntos e que as negociações dos dois assuntos decorreram "à parte".

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