Prisão preventiva para dois arguidos envolvidos em tráfico de diamantes na República Centro-Africana
Quatro arguidos ficaram suspensos de funções e oito proibidos de contactar e de se ausentar do País.
Dois dos arguidos envolvidos no tráfico de ouro e diamantes na República Centro-Africana ficam em prisão preventiva e quatro ficam suspensos de funções.
Paralelamente, o juiz de instrução aplicou proibições de contactos e de se ausentar do país a oito arguidos, sem especificar os nomes a quem foram atribuídas as respetivas medidas.
Os nove arguidos que ficaram sem medida privativa de liberdade terão a obrigação de apresentações periódicas nas autoridades. O anúncio das medidas de coação surgiu ao fim de quase cinco horas de diligência no Campus da Justiça.
Recorde-se que interrogatório dos 11 arguidos detidos na 'Operação Miríade' foi interrompido na terça-feira à noite pelo juiz de instrução Carlos Alexandre, após mais de cinco horas de diligência no Juízo de Instrução Criminal de Lisboa.
O juiz Carlos Alexandre definiu o reinício da diligência a partir das 09h30 desta quarta-feira com a promoção das medidas de coação por parte do MP e as alegações dos advogados de defesa.
Entre os 11 arguidos que foram detidos na segunda-feira pela Polícia Judiciária (PJ) estão militares, ex-militares, nomeadamente Comandos, um agente da PSP - do comando metropolitano de Lisboa -, um guarda da GNR em formação e um advogado.
A Polícia Judiciária executou na segunda-feira 100 mandados de busca, no âmbito da Operação Miríade, num inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.
Em causa está a investigação a uma rede criminosa com ligações internacionais que "se dedica a obter proveitos ilícitos através de contrabando de diamantes e ouro, tráfico de estupefacientes, contrafação e passagem de moeda falsa, acessos ilegítimos e burlas informáticas", com vista ao branqueamento de capitais.
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