Há novos desenvolvimentos no caso do ucraniano morto no aeroporto de Lisboa. Outras cinco pessoas acusadas

Ihor Homeniuk morreu espancado, sob custódia da polícia de fronteiras, em março de 2020.

08 de março de 2023 às 12:51
Caso Ihor Homeniuk Foto: DR.
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O Ministério Público (MP) acusou mais cinco arguidos num novo processo relacionado com a morte do cidadão ucraniano Ihor Homeniuk, em março de 2020, entre os quais o ex-diretor de Fronteiras do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

António Sérgio Henriques - que foi afastado do cargo pelo Ministério da Administração Interna em 30 de março de 2020, na sequência da morte de Ihor Homeniuk no espaço equiparado a centro de instalação temporária (EECIT) do aeroporto de Lisboa - responde por denegação de justiça e prevaricação.

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Já os inspetores João Agostinho e Maria Vieira são acusados de homicídio negligente por omissão, enquanto aos vigilantes Manuel Correia e Paulo Marcelo são imputados os crimes de sequestro e exercício ilícito de atividade de segurança privada.

Segundo a acusação a que a Lusa teve acesso, e que foi esta quarta-feira adiantada pelo Diário de Notícias, os arguidos "agiram de forma livre, deliberada e conscientemente bem sabendo da sua reprovabilidade em termos penais".

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Três inspetores, que estiveram na sala com Ihor, já tinham sido condenados a nove anos de prisão por ofensa à integridade física grave qualificada. 

Recorde-se que Ihor morreu há três anos após ser espancado, sob custódia da polícia de fronteiras, no aeroporto de Lisboa. A família recebeu uma indemnização de 800 mil euros pela morte do imigrante.

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