Pedida cadeia para Tazi por terrorismo
Defesa alega inocência e Ministério Público pede prisão efetiva.
"Estou arrependido de ter usado um passaporte e cartões falsos. Mas não tenho nada que ver com terrorismo." Foi com esta frase que Abdesselam Tazi ‘fechou’ o julgamento em que é acusado de pertencer ao Daesh e de recrutar operacionais no Centro de Acolhimento para Refugiados, em Loures.
Nas alegações finais, a procuradora do MP, Cristina Janeiro, afirmou: "Só podemos concluir pela condenação do arguido em pena efetiva, a graduar pelo tribunal." As alegações finais decorrem no Tribunal Central Criminal de Lisboa, no Campus de Justiça. Para a procuradora, Abdesselam Tazi é uma pessoa "inteligente, que recrutava, radicalizava e dava apoio financeiro a jovens marroquinos em Portugal".
Já o advogado Lopes Guerreiro sustentou que Tazi "não praticou nenhum crime, nem fez absolutamente nada relacionado com terrorismo".
Para o advogado, "o único facto terrorista" no processo "foi a revisão da decisão instrutória" pelo Tribunal da Relação de Lisboa (TRL), que reverteu a decisão do juiz de instrução Ivo Rosa e fez com que Abdesselam Tazi fosse julgado.
PORMENORES
Alcochete no mesmo dia
O acórdão do processo de Abdesselam Tazi será conhecido a 2 de julho. Nesse mesmo dia tem início, também no Campus de Justiça, a instrução do processo da invasão à Academia de Alcochete, onde também estão em causa crimes de terrorismo.
Oito crimes de terrorismo
Tazi responde por oito crimes: adesão a organização terrorista internacional, falsificação com vista ao terrorismo, recrutamento para o terrorismo, financiamento do terrorismo e quatro de uso de documento falso com vista ao terrorismo.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt