Ucraniano morreu por asfixia lenta. Tinha oito costelas fraturas e esteve durante horas na mesma posição.
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Médico diz que Ihor podia ter sobrevivido às agressões
No total, terão sido detetadas oito costelas fraturadas. Segundo Carlos Durão, tratou-se de uma “morte lenta”. A dificuldade respiratória foi acentuada pelo facto de ter permanecido assim durante várias horas. No depoimento que prestou esta quarta-feira em tribunal, o médico contou que quando viu o cadáver “sentiu que algo se passava” e que, por isso, alertou a PJ. “Não era possível haver morte natural" naquele caso.As explicações de Carlos Durão não convenceram as defesas dos arguidos. Confrontado com eventuais lacunas no relatório da autópsia, o médico excluiu qualquer possibilidade da morte de Ihor ter resultado das manobras de reanimação cardíaca. “Quando não se consegue descredibilizar a perícia, descredibiliza-se o perito”, afirmou Durão aos jornalistas.A advogada Maria Manuel Candal criticou que o Instituto de Medicina Legal autorize a realização de autópsias por médicos que não são especialistas em Medicina Legal. O médico ortopedista, que estudou no Brasil, esclareceu que possui essa especialidade, embora não esteja ainda inscrito como tal na Ordem dos Médicos de Portugal. Desde 2007 já realizou 1200 autópsias.
pormenoresDemitido Faz um anoCarlos Durão tinha sido demitido do IML, em novembro, por ter publicado numa revista científica fotografias de um cadáver. Deverá ser admitido em breve, diz o ‘DN’. Ao CM, o médico não confirma. Três arguidos Faz um ano
Três arguidos
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