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Associação dos oficiais da GNR diz que reativação da Brigada de Trânsito "tem vantagens e desvantagens"

Luís Neves anunciou esta quarta-feira a reativação da Brigada de Trânsito da GNR, quase 20 anos depois de ter sido extinta.

15 de abril de 2026 às 19:49

A associação que representa os oficiais da GNR considerou esta quarta-feira que apenas a reativação da Brigada de Trânsito "não vai resolver o problema da segurança rodoviária", sendo necessário existir "uma estratégia integral" e uma atuação dirigida ao condutor infrator.

"Tem vantagens e desvantagens. A maior vantagem é a questão da centralização num comando único para combater efetivamente a sinistralidade rodoviária", referiu à Lusa o presidente da Associação Nacional de Oficiais da Guarda (ANOG), Tiago Gonçalves da Silva, sobre o anúncio do ministro da Administração Interna da reativação da Brigada de Trânsito (BT) da GNR quase 20 anos depois de ter sido desativada.

Para o presidente da associarão que representa os oficiais da Guarda Nacional Republicana, não é apenas a reativação de uma Brigada de Trânsito que vai resolver o problema da sinistralidade rodoviária, sendo necessária "uma estratégia integral" que envolva as autoridades administrativas como o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), as associações de prevenção rodoviária e também as forças de segurança.

Além desta estratégia integral, Tiago Gonçalves da Silva considerou "fundamental uma atuação sobre o infrator que se baseie no flagrante delito".

"Nunca iremos resolver o problema da sinistralidade rodoviária com o atual sistema altamente garantístico do arguido numa contraordenação fora de flagrante delito. Radares em que não há intervenção direta das patrulhas, a probabilidade de ser prescrito o auto é enormíssima", precisou.

Tiago Gonçalves da Silva disse ainda que em cerca de 20 anos houve "uma redução de mais de 50% do efetivo na especialidade de trânsito".

Luís Neves anunciou esta quarta-feira uma série de medidas como a reativação da Brigada de Trânsito da GNR quase 20 anos depois de ter sido extinta, um novo Código da Estrada, mais fiscalização, passando as operações 'stop' a serem realizadas sem aviso prévio, mais radares de controlo de velocidade, alargamento dos critérios de cassação das cartas de condução, e maior punição da condução sob o efeito de álcool.  

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