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Aumento de 3,1% da criminalidade geral resulta da fiscalização e atividade policial

Criminalidade violenta e grave diminuiu 1,6%, enquanto a criminalidade geral participada registou um aumento de 3,1% no ano passado em relação a 2024.

31 de março de 2026 às 15:42

O aumento de 3,1% da criminalidade geral no ano passado resulta de uma subida dos crimes associados à fiscalização das autoridades e atividade policial como a criminalidade rodoviária, detenção de armas proibidas e desobediência, foi esta terça-feira anunciado.

Num comunicado divulgado após a reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, no qual foi apresentado e aprovado o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025, o Sistema de Segurança Interna (SSI) dá conta que a criminalidade violenta e grave diminuiu 1,6%, enquanto a criminalidade geral participada registou um aumento de 3,1% no ano passado em relação a 2024.

"Este crescimento resulta, sobretudo, de tipologias de crime associadas ao maior reforço de fiscalização das autoridades e a uma maior proatividade policial, em áreas como a criminalidade rodoviária, detenção de armas proibidas, desobediência, entre outras", precisa o SSI, sublinhando que "ao longo da última década, Portugal continua a não registar oscilações muito expressivas, tendência que o RASI de 2025 confirma".

O SSI refere também que o aumento da criminalidade geral "resulta em parte de uma maior proatividade ao nível da deteção e prevenção de comportamentos ilícitos", destacando que os crimes contra o património representam 50,5% do total da criminalidade, os crimes contra as pessoas 25% do total e os furtos mantém-se como o crime mais participado em 2025.

No âmbito da criminalidade geral, o SSI realça a descida do crime de abuso de garantia ou de crédito (-17,8%) e os aumentos do crime de condução com álcool, condução sem habilitação legal e burlas na aquisição/aluguer de bens móveis.

O Sistema de Segurança Interna refere também que, no âmbito da criminalidade violenta e grave, o roubo representa 61,6% da totalidade da criminalidade violenta, salientando os aumentos do crime de resistência e coação sobre funcionário e de violação, que registou o valor "mais elevado da última década".

A violência doméstica diminuiu em 2025 pelo terceiro ano consecutivo, num total de 29.644 participantes (-1,9% do que em 2024) e a maioria incidência deste crime foi em Lisboa, Porto e Setúbal.

O SSI indica igualmente que no ano passado registou-se um aumento de participações, detenções e apreensões de tráfico de droga, destacando o crescimento das quantidades apreendidas, nomeadamente mais 102,6% no caso do haxixe.

Segundo a nota, no ano passado registou-se um aumento dos crimes de auxílio à imigração ilegal, designadamente de participações, arguidos constituídos e detenções (+225%), e de criminalidade económico-financeira, em que também subiu o número de inquéritos iniciados, arguidos constituídos e detenções (+154%).

O SSI sublinha que a delinquência juvenil e criminalidade grupal registou "ligeiras descidas" em 2025 "pela primeira vez desde a pandemia".

A criminalidade geral teve no ano passado a maior descida nos Açores e as maiores subidas em Coimbra (+11%), Leiria (+10,7%), Bragança (+9,2%), enquanto a criminalidade violenta e grave aumentou "na maioria dos distritos com destaque para Vila Real e Beja e maior descida verificou-se em Portalegre (-26%).

O RASI de 2025 vai ser esta terça-feira remetido pelo Governo à Assembleia da República.

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