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Correio da Manhã

Portugal
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Bancária recebe "prenda" de 300 mil euros ao desviar dinheiro de casal

Mulher e ex-marido, inspetor da PJ, estão a ser julgados por branqueamento de capitais em Portimão.
Ana Palma 15 de Fevereiro de 2020 às 07:13
Tribunal de Portimão
Tribunal de Portimão FOTO: Pedro Noel da Luz
Uma bancária, de 46 anos, e o ex-marido, de 49, agente da Polícia Judiciária, estão a ser julgados no Tribunal de Portimão pelo crime de branqueamento de capitais. A mulher está ainda acusada de abuso de confiança agravado, falsificação de documento na forma continuada, falsidade e burla informática. O Ministério Público acusa-a de ter desviado mais de 300 mil euros a um casal norte-americano.

O tribunal ouviu esta sexta-feira um inspetor da PJ que investigou o caso e que referiu que os 300 mil euros saíram da conta de uma alemã idosa, residente em Carvoeiro. Era cliente do banco onde a arguida trabalhava e no qual tinha mais de 2 milhões de euros. Os 300 mil euros foram transferidos para uma conta aberta em nome de uma tia do inspetor da PJ, noutro banco, em Setúbal. Daí, o dinheiro passou para uma conta dos arguidos, numa terceira entidade bancária.

A bancária, que já foi despedida, após procedimento disciplinar do banco, disse esta sexta-feira ao tribunal que os 300 mil euros foram "uma prenda" da idosa, que vivia sozinha e de quem cuidava. Frisou ser uma "prenda de batismo" para a sua filha, então com três anos.

Mas a idosa morreu e, segundo a arguida, foi a filha daquela e o marido, que vivem nos Estados Unidos, que lhe deram o dinheiro. A mulher justificou o uso da conta da tia do inspetor por o banco não autorizar este tipo de "prendas" de clientes a funcionários. E assegurou que o marido não sabia de nada até receber o dinheiro.
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