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Correio da Manhã

Portugal
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Já morreram 16 utilizadores de trotinetas desde o início do ano

Presidente do ACP, Carlos Barbosa, chamou a atenção para o perigo de não se usar capacete.
Lusa e Correio da Manhã 28 de Agosto de 2019 às 15:46
Trotinetas partilhadas da cidade de Lisboa
Trotinetas
Trotinetas partilhadas da cidade de Lisboa
Trotinetas partilhadas da cidade de Lisboa
Trotinetas
Trotinetas partilhadas da cidade de Lisboa
Trotinetas partilhadas da cidade de Lisboa
Trotinetas
Trotinetas partilhadas da cidade de Lisboa
O Automóvel Club de Portugal (ACP) lançou esta quarta-feira uma campanha que alerta para a necessidade de os utilizadores de trotinetas e bicicletas elétricas usarem capacete como medida primária para a sua segurança.

Carlos Barbosa, presidente do ACP, chamou a atenção para o perigo de não se usar capacete, referindo que desde o início do ano já morreram 16 utilizadores de trotinetas.

Ao CM a PSP não confirmou o número de mortos avançados pelo Presidente do ACP. O Subintendente Virgílio Sá, Chefe da Divisão de Trânsito e Segurança Rodoviária adiantou que a PSP não tem qualquer registo de vitimas mortais em trotinetas.

Por outro lado, alertou, os dados da Organização Mundial de Saúde são inequívocos ao apontar que o uso de capacete pode reduzir até 42% o risco de lesões fatais e baixar até 69% as hipóteses de lesões na cabeça.

"As trotinetas não são um brinquedo, são um meio de mobilidade suave que já existe em várias cidades e que não está regulamentado", disse, adiantando que esta sensibilização destina-se também às empresas que alugam os equipamentos e defendendo que deveriam ter também capacetes para alugar.

Segundo o presidente do ACP, nos países civilizados as pessoas usam capacete por uma questão de precaução.

Em Portugal, explicou, os utilizadores encaram estes equipamentos como um brinquedo e a Polícia de Segurança Pública "tem as mãos atadas" para fazer cumprir a lei porque existe uma instrução técnica da Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária (ANSR) que torna o seu uso opcional.

O Código da Estrada obrigava ao uso do capacete em velocípedes com motor auxiliar, no caso, bicicletas e trotinetas elétricas. Contudo, uma instrução técnica da Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária (ANSR) em dezembro de 2018 tornou opcional o uso de capacete.

Carlos Barbosa classifica de ridícula a decisão da ANSR por se basear numa lei de 1940 quando não era necessário o uso de capacete.

"A PSP está de mãos atadas. É lamentável que não possa cumprir a sua missão que é proteger os cidadãos", frisou.

A campanha nacional "Não sejas Alberto, usa capacete!", esta quarta-feira lançada em Lisboa, tem como parceiros a Polícia de Segurança Pública assim como empresas de trotinetas a operar em Portugal.

Segundo o sub-intendente Virgílio Sá, da divisão de trânsito da PSP, o facto de as pessoas encararem as trotinetas como um brinquedo leva a que cometam algumas irregularidades, tendo sido ido detetadas várias infrações, entre as quais a condução sob influencia de álcool e a circulação pelo passeio.

A PSP alerta assim para o cumprimento das regras de trânsito assim para a necessidade do uso do capacete como medida primária de segurança

No vídeo promocional da campanha um cientista usa duas melancias para exemplificar o impacto de um acidente com e sem capacete.

A uma das melancias o cientista chama de Alberto (a que está sem capacete) e à outra de Inácio (com capacete). Ambas são atiradas contra uma parede verificando-se que "o Alberto" fica esmagado e "o Inácio" mantêm-se intacto.
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