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Correio da Manhã

Portugal
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Casa do Gaiato de Beire impede utentes de ir ao médico

Segurança Social encerra instituição que não estava licenciada e retirou sete doentes.
Nelson Rodrigues 7 de Dezembro de 2018 às 13:05
Casa do Gaiato de Beire
Casa do Gaiato de Beire
Casa do Gaiato de Beire
Casa do Gaiato de Beire
Casa do Gaiato de Beire
Casa do Gaiato de Beire
Casa do Gaiato de Beire
Casa do Gaiato de Beire
Casa do Gaiato de Beire
Quartos e casas de banho sem condições de higiene e salubridade, pessoas em camaratas sem aquecimento, um quadro de pessoal sem especialização para o tratamento de doentes mentais e utentes impedidos de se deslocarem ao médico de família.

Estes foram apenas alguns dos aspetos que levaram a Segurança Social a encerrar, esta quinta-feira, a Casa do Gaiato de Beire, em Paredes, com caráter de urgência.

Depois de, no início de novembro, terem sido retirados 22 utentes do estabelecimento, também chamado de Casa do Calvário, a Segurança Social e a GNR voltaram ao local, esta quinta-feira de manhã, e retiraram mais sete rapazes.

Esta ação de fiscalização só terminou agora, uma vez que, no mês passado, o responsável da instituição tinha impedido a continuação do procedimento. De acordo com um comunicado enviado pela Segurança Social, o impedimento foi comunicado ao Ministério Público - o titular do inquérito -, que emitiu os mandados de busca realizados, esta quinta-feira, pelo juiz de instrução criminal.

"As forças de segurança judiciárias e saúde darão seguimento ao encerramento da Casa de Beire de forma a avaliar os utentes que permaneceram naquelas instalações, afastando- -os do perigo em que se encontravam", indica a Segurança Social , que refere que a instituição é um "equipamento social ilegal", que não está licenciado.

Os utentes esta quinta-feira retirados do estabelecimento foram encaminhados para instituições devidamente licenciadas e com condições de higiene. O CM tentou falar com o padre Júlio, responsável pela Casa de Beire, mas sem sucesso.

Já em 2017, o ex-diretor da instituição, padre António Baptista, foi condenado a dois anos e nove meses de prisão, suspensa, por maus-tratos a utentes.
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