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Correio da Manhã

Portugal

Benfica SAD ilibada dos 30 crimes no processo E-Toupeira

Paulo Gonçalves vai a julgamento por corrupção. Funcionário judicial José Augusto Silva também vai responder em tribunal.
21 de Dezembro de 2018 às 15:26
Estádio da Luz
Paulo Gonçalves
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Paulo Gonçalves
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Os crimes de violação de segredo de funcionário relativos a José Augusto Silva, Júlio Loureiro e Paulo Gonçalves caíram esta sexta-feira no processo E-Toupeira. Caem também os crimes de favorecimento pessoal dos funcionários judiciais, assim como todos os 30 crimes apontados à SAD do Benfica.

O funcionário judicial José Augusto Silva vai sair de prisão domiciliária e cessa a sua medida de coação. Mas vai também ser julgado, por ser suspeito de ter entregue a Gonçalves informação sobre o Benfica que constava de vários processos em segredo de Justiça. Responde por crimes de corrupção passiva e peculato.

O outro funcionário judicial que era arguido no processo, Júlio Loureiro, foi ilibado de todos os crimes e não vai a julgamento.

Foram vários os crimes que a juíza Ana Peres deixou cair. No crime de oferta ou recebimento indevido de vantagem, Júlio Loureiro e Paulo Gonçalves foram ilibados deste delito, assim como a Benfica SAD. Paulo Gonçalves vai a julgamento pelos crimes de corrupção.

No despacho, Ana Peres explica que os crimes de violação de segredo por funcionário imputados aos dois arguidos que trabalham na Justiça e a Paulo Gonçalves caem por se tratar de um delito que depende de queixa, sendo que o  Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça apresentou queixa já fora do prazo legal previsto.

A juíza diz que os arguidos agiram com intenção mas as afirmações têm caráter vago.

A SAD do Benfica estava acusada de 30 crimes e Paulo Gonçalves de 79. O MP acusou a SAD do Benfica de um crime de corrupção ativa, de um crime de oferta ou recebimento indevido de vantagem e de 28 crimes de falsidade informática.

Estava previsto que os arguidos ficassem a saber a decisão esta quinta-feira, mas tal não aconteceu, devido a doença da juíza.

No entanto, a decisão esteve dependente da disponibilidade de todos os advogados - dos arguidos e também de todos os assistentes.
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