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“Insistir no petróleo é declaração de guerra”

Autarcas e associações empresariais e ambientais discutiram prospeção de petróleo.

23 de fevereiro de 2018 às 08:42

A decisão do secretário de Estado da Energia, Jorge Sanches, em prolongar o contrato de prospeção de petróleo com o consórcio ENI/GALP, até ao final de 2018 - o que abre a possibilidade de começar a ser feito um furo ao largo de Aljezur - gerou uma onda de união entre autarcas, empresários e ambientalistas.

Após uma reunião realizada ontem em Loulé, juntamente com outros responsáveis de autarquias do Alentejo e associações empresariais e ambientais, a posição foi unânime: o Algarve não quer ver exploração de petróleo na sua costa.

"Nas câmaras algarvias fala- -se das energias renováveis e no combate às alterações climatéricas. Se o Governo insistir no petróleo, eu sinto isso como uma declaração de guerra à região", assumiu a autarca de Lagos, Joaquina Matos.

A licença de prospeção está dependente de um estudo de impacte ambiental, que terá de ter o aval da Agência Portuguesa do Ambiente. Mas, para os algarvios, essa situação nem se deveria colocar, até porque poderá dar prejuízo à principal economia da região: o turismo.

"Temos apostado no turismo de natureza e não podemos ser competitivos se tivermos situações que possam confrontar os nossos mercados", realçou Desidério Silva, presidente do Turismo do Algarve.

Da reunião surgiu um documento em que é pedida uma reunião "urgente" com o primeiro-ministro, António Costa.

Hoje, no Tribunal de Loulé, vão também começar a ser ouvidas testemunhas no âmbito da providência cautelar contra o Ministério do Mar, por ter autorizado furos de sondagem na Costa Vicentina.

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