Matou colega de trabalho à facada num hotel de Lisboa.
Gidson Tavares foi esta quarta-feira condenado a 13 anos de prisão por matar um cozinheiro, que era seu colega de trabalho num hotel cinco estrelas de Lisboa, em novembro de 2014. O tribunal deu como provada a imputabilidade reduzida do arguido. Gidson foi também condenado a pagar uma indemnização de 406 000 euros a familiares do cozinheiro morto.
Na leitura do acórdão, ontem, no Campus de Justiça, em Lisboa, ficou provado que o homem, de 33 anos, de nacionalidade cabo-verdiana, esfaqueou até à morte a vítima e "agiu com profundo desrespeito pela vida humana e falta de autocontrolo, embora com uma imputabilidade diminuída, face ao quadro de psicose diagnosticada".
Por entender que Gidson Tavares "sofre de uma psicose de natureza tóxica, por consumo de canábis e álcool, determinantes para a prática do ilícito", o tribunal avançou com a alteração da qualificação jurídica do crime – de homicídio qualificado para homicídio simples.
Os primeiros relatórios psiquiátricos não indicavam que o arguido sofresse de qualquer perturbação. Porém, esse transtorno foi diagnosticado após a realização de uma segunda perícia. Apesar disso, os juízes realçaram a gravidade e a brutalidade do crime, afastando também a hipótese de ter sido cometido com base em motivações sexuais.
Gidson Tavares está também a ser julgado pela morte, em março de 2015, de um recluso, no Estabelecimento Prisional de Lisboa.
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