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Correio da Manhã

Portugal
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Manifestação junta 150 pessoas a pedir saída da direção dos Bombeiros de Lourosa

Esta tarde só prestavam serviço três homens na corporação.
19 de Abril de 2019 às 18:12
Problema nos bombeiros de Lourosa cresce a cada dia que passa. Seguiu já um comunicado para a população
Corpo ativo dos Bombeiros de Lourosa exige demissão da direção
Corpo ativo dos Bombeiros de Lourosa exige demissão da direção
Problema nos bombeiros de Lourosa cresce a cada dia que passa. Seguiu já um comunicado para a população
Corpo ativo dos Bombeiros de Lourosa exige demissão da direção
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Corpo ativo dos Bombeiros de Lourosa exige demissão da direção
Corpo ativo dos Bombeiros de Lourosa exige demissão da direção
Uma manifestação junto ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Lourosa, em Santa Maria da Feira, juntou esta sexta-feira cerca de 150 pessoas que reclamam o afastamento dos atuais dirigentes da corporação, onde esta tarde só prestavam serviço três homens.

A instituição está responsável por 11 freguesias do concelho de Santa Maria da Feira mas, na sequência de divergências entre o comando operacional e a associação humanitária que gere a casa, os bombeiros têm exigido desde meados de março que a direção se demita e 52 voluntários suspenderam segunda-feira o serviço ativo, como forma de pressionar a reclamada renúncia ou destituição.

Essas licenças de inatividade deixaram a corporação com apenas 16 homens e isso explica que hoje a casa só tivesse ao serviço um operacional para atendimento telefónico e dois outros para acorrer a emergências, pelo que populares e alguns bombeiros gritavam frases como "'Passarinho' fora" - em referência à alcunha pela qual é conhecido Joaquim Cardoso, presidente da direção.

A promotora da manifestação foi a ex-voluntária Diana Guedes, que se diz preocupada com a atual redução de funcionários no quartel e "toda a gente depende dos bombeiros".

Considerando que a inatividade de 52 operacionais implica maior recurso a outras corporações da região, essa habitante de Lourosa quer ver satisfeita a exigência do corpo ativo e afirma: "O presidente pode ir embora à vontade porque nós precisamos dos bombeiros, dele não".

Um dos cidadãos que também participou no protesto já fez parte da equipa que a população quer precisamente ver afastada: Domingos Cristino foi tesoureiro na corporação vários anos, mas renunciou ao cargo a 29 de março para "satisfazer a vontade" dos bombeiros.

Questionado pela Lusa quanto ao motivo pelo qual passou a considerar inadequada a sua própria equipa, explicou: "Esta direção deve ser toda demitida porque não é amiga dos bombeiros".

José Gomes, outro ex-chefe da corporação, também se diz "contra as atitudes que o presidente tem tomado" e destaca a que esteve na origem da presente instabilidade: "Mandou os membros do comando embora e não devia, porque era uma boa equipa".

Outros manifestantes não conheciam as críticas à alegada "má gestão" dos atuais dirigentes, mas mostraram-se alarmados pelo efeito que a redução do número de operacionais pode ter na atividade da corporação relacionada com cuidados de saúde.

Foi o caso de Adelaide Silva, de Fiães, que estava a ficar sem voz de tanto gritar "Passarinho fora!", mas, entre um berro e outro, justificou: "Este presidente só está a prejudicar o quartel e, como preciso muitas vezes da ambulância, o meu medo é que, quando eu precisar, não haja bombeiros para me irem buscar".

Florbela Barros é de Fiães e aderiu ao protesto pelo mesmo motivo: "A minha sogra precisa dos bombeiros praticamente todos os meses e não sei como vai ser quando precisarmos da ambulância e não houver gente ao serviço".

O atual comandante interino da corporação, Fernando Oliveira, não abordou essas questões contabilísticas, mas reconhece que, ao longo desta semana, já passou serviço a outras corporações por não ter na sua equipa pessoal que o assegurasse.

"Mas isto só acaba quando a direção deixar de se agarrar ao poder e se for embora", avisou.

Nesse sentido, o porta-voz dos 52 bombeiros em inatividade, Amaro Fontes, lamenta que a manifestação de hoje não tenha sido mais participada.

"As pessoas são um bocado comodistas: hoje não saíram de casa para estar aqui, mas um dia destes, quando houver um incêndio grave ou emergência assim, vão perceber as consequências disto e pode já ser tarde", concluiu.
presidente Lusa Joaquim Cardoso Joaquim Cardoso Diana Guedes Passarinho Passarinho Lourosa Domingos Cristino
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