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Mata devido a bagaço e é condenado a 17 anos

Arguido tem ainda de pagar 310 mil euros à família da vítima.

06 de dezembro de 2016 às 01:45

Sérgio Sousa foi ontem condenado a 17 anos de prisão pelo Tribunal de São João Novo, no Porto, por ter assassinado à facada José Sousa, de 49 anos, seu colega de trabalho, por causa de um copo de bagaço. O arguido foi acusado de homicídio qualificado e terá de pagar uma indemnização de 310 mil euros à mulher da vítima e aos dois filhos. O tribunal de júri deu como provados os factos apresentados na acusação e como não provadas algumas versões do arguido que vão contra as provas apresentadas. Para o júri, o motivo da agressão foi fútil.

"Estava à espera que fosse dado como provado o homicídio qualificado. Estamos a falar de um motivo fútil que levou à morte de José Sousa. O júri estava ciente de que foi um crime grave e que tinha de ser punido", disse ao CM Helder Couto, advogado da família da vítima.

Na leitura do acórdão, vários familiares do arguido mostraram-se revoltados com o resultado e foram expulsos do tribunal. "Tudo indica que vamos recorrer, mas só depois de analisar o acórdão é que vamos decidir", disse o advogado de defesa, Filipe Figueiredo.

Os factos ocorreram em agosto de 2015, quando os dois colegas de trabalho estavam a almoçar no restaurante Casulinha, na rua da Restauração, no Porto. José Sousa criticou o arguido de ter pedido o segundo copo de bagaço. Este não gostou do reparo e esfaqueou o colega três vezes. A vítima ainda foi assistida no hospital, mas acabou por morrer dois dias depois.

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