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Correio da Manhã

Portugal
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Leitura da decisão do processo E-Toupeira marcada para 13 de dezembro

MP pede que todos os arguidos vão a julgamento.
Débora Carvalho 3 de Dezembro de 2018 às 16:22
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e-toupeira
O Ministério Público pediu esta segunda-feira que todos os arguidos, incluindo a Benfica SAD, vão a julgamento no caso E-Toupeira. A decisão vai ser conhecida a 13 de dezembro.

No início do debate instrutório, o procurador Valter Alves, responsável pelo despacho de acusação, referiu que "Paulo Gonçalves bem sabia que José Silva [toupeira] conseguia aceder aos processos".

O Procurador sublinha ainda as inúmeras contradições do ex-assessor jurídico do Benfica.

Valter Alves referiu ainda que "Paulo Gonçalves estava sempre junto da liderança e das tomadas decisão" no clube, acrescentando que se trata de "uma teia de interesses e contrapartidas entre todos os arguidos".

Para Valter Alves é estranho que ninguém do Benfica, ouvido na fase de instrução, soubesse explicar o acesso ao anel VIP do estádio da Luz, quando esta informação está disponível no site do clube.

A defesa da Benfica SAD rejeita que Paulo Gonçalves tivesse uma posição de liderança no clube, como alega o MP. "Não era líder da Benfica SAD", referiu o advogado Rui Patrício. "Não há evidência de que a Benfica SAD disso soubesse [dos convites para os funcionários]. Dos autos não vejo, mas não há evidência que a Benfica SAD soubesse", concluiu.

Carlos Pinto Abreu, advogado de Paulo Gonçalves, diz que o cliente "é uma vítima" em todo o processo.

A defesa de Júlio Loureiro, o funcionário judicial de Guimarães, considera que a acusação é "obscura, genérica e vaga". Já Paulo Gomes, que defende José Silva, apontado como a outra 'toupeira' do Benfica, mencionou o caso do ministro das Finanças, Mário Centeno, alegando que não se trata de casos diferentes.

A acusação do MP considera que o presidente da Benfica SAD, Luís Filipe Vieira, teve conhecimento e autorizou a entrega de benefícios aos dois funcionários judiciais, por parte de Paulo Gonçalves, a troco de informações sobre processos em segredo de justiça, envolvendo o Benfica, mas também clubes rivais.

A SAD do Benfica está acusada de 30 crimes e Paulo Gonçalves de 79 crimes. O MP acusou a SAD do Benfica de um crime de corrupção ativa, de um crime de oferta ou recebimento indevido de vantagem e de 29 crimes de falsidade informática.

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