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PSP perde 172 elementos para Polícias Municipais

Comandos Metropolitanos da PSP de Lisboa e do Porto, os maiores do País, serão desfalcados. Sindicatos estão contra.

06 de fevereiro de 2026 às 01:30

Um despacho do Diretor-Nacional da PSP, Luís Carrilho, autorizou a saída de 172 operacionais dos Comandos Metropolitanos de Lisboa e do Porto, os maiores dos País, para os corpos de Polícia Municipal das duas cidades.

Na capital foram abertas 100 vagas (quatro comissários e 96 agentes coordenadores e principais) e na cidade Invicta abriram 72 (quatro comissários, 16 chefes coordenadores e principais e 52 agentes coordenadores e principais).

A falta de efetivos reconhecida nesta força de segurança, reforçada com a necessidade de novos elementos para a recém-adquirida valência de controlo de fronteiras aeroportuárias, faz com que os sindicatos da PSP discordem desta medida. "O Governo decidiu esvaziar ainda mais os Comandos de Lisboa e Porto, que já perderam 1500 polícias na última década", considerou Carlos Torres, presidente do SIAP/PSP. Já Paulo Santos, da ASPP/PSP, defendeu que este despacho, "tendo em conta as necessidades de efetivo, dá não só um desfalque nas esquadras, como sobrecarrega os que ficam". Por fim, Bruno Pereira, do SNOP/PSP, questionou "como se irá explicar aos mais de 5 milhões de pessoas que vivem nas zonas de Lisboa e Porto, porque se priorizou as Polícias Municipais, esventrando ainda mais as capacidades limitadas dos Comandos da PSP de Lisboa e Porto".

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