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Quatro queixas por dia por burlas com falso arrendamento de casas

Dados da PSP mostram 4553 denúncias nos últimos três anos e 325 apenas nos primeiros três meses deste ano.

22 de abril de 2026 às 01:30
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Quatro queixas por dia por burlas com falso arrendamento de casas

A PSP registou, apenas nos primeiros três meses deste ano, 325 queixas por burlas com falso arrendamento de casas, uma média de quatro denúncias por dia. Entre 2023 e 2025 deram entrada na PSP 4553 queixas pelo mesmo crime, de acordo com dados oficiais a que o CM teve acesso.

"Na sequência da evolução digital, os métodos utilizados não são facilmente detetáveis e caracterizam-se por uma progressiva sofisticação e perigosidade, com intenção de obter enriquecimento ilegítimo para quem os pratica ou para terceiros, gerando prejuízos financeiros significativos", descreve a PSP.

A PSP alerta que as burlas em plataformas de alojamento online "tornaram-se um problema crescente, cujo esquema fraudulento, induz as vítimas a pagar antecipadamente por imóveis inexistentes ou já ocupados, acreditando estar a garantir uma reserva legítima". As vítimas interessam-se por anúncios online que oferecem "acomodações atrativas, a preços também eles atrativos, muitas vezes com imagens e endereços reais". "Os burlões estabelecem contacto por e-mail ou telefone, negoceiam o pagamento e instruem as vítimas a transferir dinheiro, seja via transferência bancária, cheque ou envio de numerário. No final, a vítima perde o montante enviado e nunca tem acesso ao imóvel prometido", avisa a PSP

Confirmada a entrada do dinheiro na conta bancária, o burlão retira o anúncio do imóvel da internet, desligando todos os contactos que utilizou no processo, deixando de responder aos e-mails. A vítima apercebe-se desde logo que foi burlado. Mas também há casos em que o suspeito mantém o contacto com a vítima - que só dá conta da burla muitas vezes após ter feito a viagem para o seu destino, dando 'com o nariz na porta'.

Há ainda burlões que utilizam documentos de terceiros (de outras vítimas, por exemplo), chegando a enviar cópia como sendo seus, no intuito de credibilizar a burla e dessa forma levar a vítima a confiar no negócio. 

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