Mulheres eram obrigadas a prostituírem-se na Estrada Nacional 125.
Os três cabecilhas de uma rede de prostituição que utilizava menores e atuava, essencialmente, no Algarve, foram condenados a quatro anos de prisão efetiva. A investigação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) durou dois anos e os homens chegaram mesmo a fugir para outros países europeus. Todos os envolvidos são de nacionalidade romena. Os acusados chegavam a usar força física e psicológica para obrigar as mulheres a prostituírem-se na Estrada Nacional 125, numa zona do concelho de Loulé.
A rede foi detetada em 2010 pelo SEF. Eram usa das mulheres romenas, trazidas do país de origem para se prostituírem na via pública. Atuavam em vários pontos do País, mas, segundo o Correio da Manhã apurou, a rede tinha grande predominância no Algarve, em especial nas bermas da EN125.
A principal zona era no concelho de Loulé, também na conhecida Estrada da SIC, que liga Quarteira à EN125. Para manter as mulheres a trabalhar, os homens usavam regularmente coação psicológica, "não se inibindo de usar força física, se necessário", disse ao CM fonte do SEF. Algumas dessas mulheres eram menores, com idades entre os 15 e 16 anos.
A investigação, que se desenrolou durante dois anos, culminou na acusação dos três homens pela prática dos crimes de lenocínio e lenocínio de menores. Estão desde o início do ano em prisão preventiva, altura em que foram capturados em vários países europeus, uma vez que tinham fugido no desenrolar da investigação. Dos suspeitos, apenas um não chegou a ser localizado pelo SEF. O destino dos três homens ficou selado esta terça-feira, no Tribunal Judicial de Faro, com a condenação a três anos de prisão efetiva a cada um.
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