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Correio da Manhã

Portugal
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Secretário de Estado da Proteção Civil que se demitiu é arguido na investigação às golas antifumo

Casa do presidente da Proteção Civil, Mourato Nunes, está também a ser alvo de buscas por parte da PJ.
Correio da Manhã 18 de Setembro de 2019 às 14:52
José Artur Neves, secretário de Estado da Proteção Civil
José Artur Neves
José Artur Neves
José Artur Neves
José Artur Neves, secretário de Estado da Proteção Civil
José Artur Neves
José Artur Neves
José Artur Neves
José Artur Neves, secretário de Estado da Proteção Civil
José Artur Neves
José Artur Neves
José Artur Neves
O Secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, que se demitiu esta quarta-feira, foi constituído arguido no âmbito da investigação às golas antifumo. 

A Polícia Judiciária procura documentos que provem todo este processo negocial. Este processo deveria ter desencadeado um concurso público, mas tal não aconteceu.

A demissão de José Artur Neves foi anunciada ao início da tarde pelo Ministério da Administração Interna. Esta demissão surge no dia em que a polícia fez buscas no Ministério da Administração Interna, na Proteção Civil e em vários comandos distritais de operações socorro.

"Na sequência do pedido de exoneração, por motivos pessoais, do Secretário de Estado da Proteção Civil, o Ministro da Administração Interna aceitou o pedido e transmitiu essa decisão ao Primeiro-Ministro", lê-se em comunicado do Governo.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou a realização de "oito buscas domiciliárias e quarenta e seis não domiciliárias", no âmbito da investigação às golas antifumo. Em causa estão suspeitas de crimes de fraude na "obtenção de subsídios, participação económica e corrupção".

"No inquérito investigam-se factos suscetíveis de integrarem crimes de fraude na obtenção de subsídio, de participação económica em negócio e de corrupção. Em causa estão práticas levadas a cabo no contexto de uma operação cofinanciada pelo Fundo de Coesão da União Europeia destinada à realização de ‘Ações de Sensibilização e Implementação de Sistemas de Aviso às Populações para Prevenção do Risco de Incêndios Florestais’, enquadradas nos Programas ‘Aldeia Segura’, ‘Pessoas Seguras’ e ‘Rede Automática de Avisos à População’", avança o comunicado.  climatéricas".
As buscas surgem após a Investigação CM ter revelado as falhas das golas antifumo dadas à população no âmbito do projeto "Aldeia Segura".

Também a casa do presidente da Proteção Civil, Mourato Nunes, está a ser alvo de buscas por parte da PJ. Recorde que Mourato Nunes 
assinou todos os contratos do programa "Aldeia Segura".

A residência do responsável da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), situada em Algés, está a ser esta quarta-feira um dos pontos alvos de buscas por parte da Polícia Judiciária.

O caso das golas antifumo levou em julho o ministro da Administração Interna a abrir um inquérito sobre a contratação de "material de sensibilização para incêndios".
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