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Três viaturas estacionadas na Baixa de Setúbal queimadas na última madrugada

Atos de vandalismo tem sido frequente nos últimos dias em diversos bairros da Área Metropolitana de Lisboa, após a morte de Odair Moniz.

26 de outubro de 2024 às 19:51

Três viaturas ligeiras estacionadas na Rua Velha da Alfândega, em Setúbal, e vários caixotes do lixo no Barreiro, Moita e Montijo, arderam na última noite, de sexta-feira para sábado, disse este sábado à agência Lusa fonte da Proteção Civil.

Segundo o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal, o alerta para as viaturas que se encontravam a arder na Rua da Velha alfândega, na Baixa de Setúbal, foi dado às 03:59 da última madrugada.

No dia anterior, na madrugada de quinta para sexta-feira, tinham sido incendiados pelo menos nove ecopontos/contentores de lixo nos concelhos de Setúbal, Almada e Seixal, todos no distrito de Setúbal.

Este tipo de atos de vandalismo tem sido frequente nos últimos dias em diversos bairros da Área Metropolitana de Lisboa, após a morte de Odair Moniz, um homem de 43 anos que foi baleado mortalmente na segunda-feira por um agente da PSP no Bairro da Cova da Moura, na Amadora.

Segundo a PSP, o homem pôs-se "em fuga" de carro depois de ver uma viatura policial e despistou-se na Cova da Moura, onde, ao ser abordado pelos agentes, "terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca".

A associação SOS Racismo e o movimento Vida Justa contestaram a versão policial e exigiram uma investigação "séria e isenta" para apurar responsabilidades, considerando que está em causa "uma cultura de impunidade" nas polícias.

A Inspeção-Geral da Administração Interna e a PSP abriram inquéritos e o agente que baleou o homem foi constituído arguido.

Desde a noite de segunda-feira registaram-se desacatos no Zambujal e, desde terça-feira, noutros bairros da Área Metropolitana de Lisboa, onde foram queimados autocarros, automóveis e caixotes do lixo.

Em comunicado divulgado este sábado, a PSP garante que não vai tolerar atos de desordem e de destruição praticados por grupos criminosos, apostados em afrontar a autoridade do Estado, que não representam a restante população portuguesa, e que apenas deseja e quer viver em paz e tranquilidade.

A PSP garante ainda que "tudo fará para, em coordenação com as outras Forças e Serviços de Segurança, levar à justiça os suspeitos de todos os crimes que têm sido praticados nos últimos dias".

 

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