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"Depois de amanhã estarei a falar de direitos humanos no Qatar": Marcelo fala sobre viagem para assistir a jogo da Seleção Nacional

Parlamento autorizou esta terça-feira a deslocação do Presidente da República ao Qatar para assistir ao primeiro jogo da seleção nacional.

22 de novembro de 2022 às 14:05

O presidente da República falou, esta terça-feira, aos jornalistas sobre a viagem ao Qatar depois de ter estado presente numa escola secundária em Leiria e disse que na quinta-feira falará sobre os direitos humanos no país.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que a presença da seleção portuguesa é uma forma da presença de Portugal e dos interesses portugueses e que o país está "representado por embaixadores qualificados".

O Presidente da República não pode ausentar-se do território nacional sem o assentimento da Assembleia da República, de acordo com a Constituição.

O parlamento autorizou esta terça-feira a deslocação do Presidente da República ao Qatar para assistir ao primeiro jogo da seleção nacional de futebol no Mundial 2022.

O projeto de resolução apresentado pelo presidente da Assembleia da República foi aprovado com votos a favor das bancadas do PS, PSD e PCP, abstenção do Chega e votos contra de IL, BE, PAN e Livre.

Na passada quinta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa disse que "o Qatar não respeita os direitos humanos", mas pediu que o foco se concentrasse na seleção nacional, declarações que geraram críticas de vários partidos.

"O Qatar não respeita os direitos humanos. Toda a construção dos estádios e tal..., mas, enfim, esqueçamos isto. É criticável, mas concentremo-nos na equipa. Começámos muito bem e terminámos em cheio", disse Marcelo Rebelo de Sousa, no final do jogo de preparação entre Portugal e a Nigéria, em Lisboa.

Também na sexta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que os responsáveis políticos portugueses estarão no Campeonato do Mundo de Futebol, no Qatar, a apoiar a seleção nacional e não a violação dos direitos humanos ou a discriminação das mulheres nesse país.

"O campeonato do mundo é lá [no Qatar] e quando formos lá não vamos seguramente apoiar o regime do Qatar, a violação dos direitos humanos no Qatar e a discriminação das mulheres no Qatar. Quando formos lá, vamos apoiar a seleção nacional, a seleção de todos os portugueses, a seleção que veste a bandeira", sustentou.

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