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"Aumento da atividade vai aumentar risco de transmissão": Costa assina pacto para reforço da testagem ao coronavírus

Primeiro-ministro admitiu que o País está agora mais bem preparado para lidar com a pandemia, mas apelou à responsabilidade social.
Correio da Manhã e Lusa 16 de Setembro de 2020 às 16:50
António Costa, líder do Executivo
António Costa, líder do Executivo FOTO: Lusa
O primeiro-ministro, António Costa, admitiu esta quarta-feira que "com o aumento da atividade vai haver aumento do risco de transmissão" e salientou que é essencial a rápida deteção dos casos de covid-19 para os isolar e quebrar o mais cedo possível cadeias de transmissão do novo coronavírus.

O chefe do Governo esteve no Infarmed, em Lisboa, após uma breve cerimónia de assinatura de uma parceria para o reforço da capacidade de testagem na Região de Lisboa e Vale do Tejo e para que se assegurem respostas rápidas contra surtos de covid-19 em todo o território de Portugal continental.

Com esta parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto de Medicina Molecular, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Sociedade Francisco Manuel dos Santos, a Jerónimo Martins, pretende-se atingir mais 3500 colheitas por dia (em posto fixo até 2000 e em brigadas móveis até 1500 colheitas).

"O reforço da capacidade de testagem é vital para o controlo da pandemia. Temos de ser rápidos a detetar os casos e a isolar os casos para romper as cadeias de transmissão", declarou o primeiro-ministro, num discurso em que voltou a defender que Portugal não pode repetir as medidas de paralisação da economia e da sociedade adotadas a partir de meados de março do ano passado.

"Medidas que foram essenciais para travar o crescimento da pandemia. Mas todos conhecemos bem os brutais custos sociais e económicos que esse conjunto de medidas teve no rendimento das famílias, no emprego de centenas de milhares de pessoas e num universo empresarial que foi fortemente atingido", apontou Costa.

"Para recuperarmos o País, não podemos voltar a ter o confinamento que tivemos em março", explicou.

O primeiro-ministro admitiu que o País está agora mais bem preparado para lidar com a pandemia, mas apelou à responsabilidade social e relembrou que "o vírus continua por aí".
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