Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
9

96 mil fazem exame

Ministro justifica opção de exames em maio.
Bernardo Esteves 21 de Maio de 2015 às 08:30
Ministro Nuno Crato conviveu com alunos da Escola Básica do Parque das Nações, em Lisboa
Ministro Nuno Crato conviveu com alunos da Escola Básica do Parque das Nações, em Lisboa FOTO: David Martins

"O nosso objetivo é que todos passem e que todos passem a saber, daí este período de acompanhamento extraordinário", defendeu ontem o ministro da Educação, Nuno Crato, justificando assim que as provas de 4º e 6º ano se realizem em maio, o que deixa milhares de alunos dos outros anos sem aulas.

O exame de matemática do 4º ano foi realizado por quase 96 mil alunos e Crato contactou com alguns deles na Escola Básica do Parque das Nações (Lisboa). A maioria achou a prova fácil. "Acho que vou ter 5", disse Francisco Falcão, da Escola Frei André da Veiga, em Santiago do Cacém. Mas a Associação de Professores de Matemática teme que estejam enganados. "A prova tem um grau de complexidade acima da média, não percetível pelos alunos face às reações", disse Lurdes Figueiral, da Associação de Professores de Matemática, que está contra a prova: "Espero ardentemente que o próximo Governo acabe com este disparate." Para Fernando Costa, da Sociedade Portuguesa de Matemática, a prova cumpre o "objetivo e distingue os melhores".
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)