page view

Ex-secretária de Estado vai presidir Fundação Livraria Lello após rejeitar convite de empresa que beneficiou no Governo

Rita Marques recusou assumir funções de administração no grupo The Fladgate Partnership.

13 de janeiro de 2024 às 14:30

A antiga secretária de Estado do Turismo Rita Marques vai presidir à Fundação Livraria Lello, apresentada este sábado no 118.º aniversário da livraria e que, com um orçamento de 500 mil euros, pretende capacitar "as pessoas a ler o mundo".

A ex-secretária de Estado deixou, a 2 de dezembro de 2023, o Governo socialista chefiado por António Costa e assumiu funções de administração no grupo The Fladgate Partnership, que detém a empresa Wow, com responsabilidades na divisão de hotéis e turismo. Mais tarde, recusou o cargo. "Considerando que a minha carreira profissional tem sido sempre pautada pela competência, pelo rigor, por estritos princípios e valores éticos, e pelo cumprimento incondicional da lei, entendo que não tenho condições de aceitar, nesta altura, o convite que me foi dirigido, e que previa que eu iniciasse funções a 16 de janeiro", escreveu na rede social Linkedin.

Em comunicado, a Livraria Lello avança este sábado que Rita Marques, que é também consultora e docente na Porto Business School, vai presidir a Fundação Livraria Lello.

"A vontade desta fundação é alargar o espetro a novos públicos, incentivando a participação cívica na construção de uma sociedade mais equilibrada e mais próspera", afirma, citada no comunicado, Rita Marques.

A fundação, apresentada no âmbito do 118.º aniversário da Livraria Lello, terá no conselho de curadores a vice-reitora da Universidade do Porto, Fátima Vieira, o cardeal de Setúbal, Américo Aguiar, e o ex-presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo.

Com um orçamento de 500 mil euros, a Fundação Livraria Lello terá a "ousada missão de capacitar as pessoas a lerem o mundo, promovendo a leitura como uma alavanca à prosperidade social".

Assumindo como prioridades a promoção do livro e do conhecimento, a fundação "assume como primeiros grandes desafios" a abertura, em junho, do Mosteiro de Leça do Balio, em Matosinhos, fruto de um investimento de cerca de dois milhões de euros na primeira fase do projeto de requalificação.

O objetivo é transformar o mosteiro, que está classificado como Monumento Nacional desde junho de 1910 e representa a primeira sede da Ordem do Hospital em Portugal, "num gravitas cultural, com exposições, conferências e eventos diversos".

A par do mosteiro, a fundação pretende desenvolver um itinerário cultural ao longo dos Caminhos Portugueses de Santiago, estando prevista a promoção de várias residências artísticas, incluindo um encontro internacional de estudantes de arquitetura "para abordar desafios ambientais e urbanos ao longo da costa".

Simultaneamente, está previsto um projeto com jovens em risco de exclusão, "utilizando a arte como meio para uma jornada espiritual e pessoal e, por essa, dirimir o insucesso e abandono escolar".

Estes projetos vão implicar um investimento de 200 mil euros.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8