Barómetro de saúde oral 2018 avançou que 8% da população não tem nenhum dente natural.
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Mais de 70% dos portugueses têm falta de dentes naturais e há cerca de 8% que não têm qualquer dente natural, segundo o barómetro da saúde oral 2018.
De acordo com os dados do barómetro, a que a agência Lusa teve acesso, são menos de 30% os portugueses que têm todos os dentes naturais, excetuando os dentes do siso.
A falta de dentes é um problema que afeta mais as mulheres, no entanto é maior a percentagem de homens totalmente desdentados, sendo 8,1% no sexo masculino e de 7,7% no feminino.
Entre os portugueses com falta de dentes naturais, mais de metade não tem dentes de substituição, sejam próteses, dentaduras ou dentes fixos.
Por outro lado, 38% dos desdentados têm próteses ou dentadura e apenas 7,4% têm dentes fixos de substituição.
Os valores referentes à população sem dentes naturais e aos dentes de substituição apurados no barómetro de 2018 estão em linha com os observados nos anos mais recentes, apenas com ligeiras variações.
O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas lembra que a perda de dentes naturais é "cada vez mais frequente" a partir da segunda metade da vida, pelos 40 ou 50 anos, mas alerta para a importância de esses dentes serem substituídos para as funções mastigatórias ou de fala.
"Não chega tratar apena só o que existe quando já há grandes perdas dentárias", frisa Orlando Monteiro da Silva em declarações à agência Lusa, reconhecendo que a colocação de próteses ou implantes é atualmente uma realidade apenas nos serviços privados.
Já há dentistas em cerca de 60 a 70 centros de saúde, mas a reabilitação e a substituição de dentes não estão previstas nas funções dos profissionais no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
"Há um trabalho de reabilitação dentária que é fundamental prever no SNS, ou ficamos a meio do caminho para esta população", refere o bastonário.
O barómetro da saúde oral 2018 revela ainda que quatro em cada dez portugueses não vão ao dentista há mais de um ano e quase um terço da população diz que nunca vai ao dentista ou só vai em caso de urgência.
De acordo com o barómetro da Ordem dos Médicos Dentistas, entre 2014 e 2018 aumentou ainda o número de pessoas que não consulta o dentista há mais de dois anos.
No ano que terminou, 41,6% dos portugueses indicaram que não visitavam um dentista há mais de um ano. São 12% os portugueses que estiveram sem ir ao dentista entre dois a cinco anos e há 3,6% de inquiridos que admite nunca ter ido a uma consulta de medicina dentária.
Aliás, segundo o barómetro com dados de 2018, mais de 30% da população em Portugal diz que nunca vai ao médico dentista ou só vai em caso de urgência.
Ordem quer alargar cheques dentista a todas as crianças a partir dos dois anos
A Ordem dos Médicos Dentistas defende o alargamento dos cheques dentista a todas as crianças a partir dos dois anos, sublinhando que mais de 60% das crianças menores de seis anos nunca foi a um dentista.
Segundo o barómetro da saúde oral 2018, a que a agência Lusa teve acesso, 63% das crianças em idade pré-escolar nunca visitou um médico dentista.
Na população geral, esta percentagem reduz-se para metade, sendo cerca de 30% os portugueses que nunca vão ao dentista ou só em caso de urgência.
O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas considera que é "um erro brutal em termos de saúde pública" só acompanhar de forma regular as crianças a partir dos seis anos.
Atualmente, o cheque dentista é distribuído a partir dos seis anos e abrange apenas as crianças que frequentam escolas do ensino público.
"Aos 24 meses já têm a sua dentição temporária colocada na boca e é também necessário tratar os dentes de leite. São dentes temporários, mas são dentes para conservar e tratar", afirma Orlando Monteiro da Silva, em declarações à Lusa a propósito do barómetro da saúde oral relativo a 2018.
O bastonário indica que há a perceção errada de que os dentes de leite não são para cuidar, vigiar e tratar e apela a que pais e educadores "higienizem e tratem os dentes de leite exatamente como os definitivos".
"O cheque dentista devia estar disponível a qualquer criança a partir dos dois anos, sendo uma medida que iria diminuir ainda de forma mais vincada a prevalência de cárie dentária", considera Orlando Monteiro da Silva, sublinhando que é "constrangedor ver crianças de 4 ou 5 anos com os dentes temporários todos cariados".
Segundo o barómetro da saúde oral 2018, quatro em cada dez portugueses não vão ao dentista há mais de um ano e quase um terço da população diz que nunca vai ao dentista ou só vai em caso de urgência.
Entre 2014 e 2018 aumentou ainda o número de pessoas que não consulta o dentista há mais de dois anos.
No ano que terminou, 41,6% dos portugueses indicaram que não visitavam um dentista há mais de um ano. São 12% os portugueses que estiveram sem ir ao dentista entre dois a cinco anos e há 3,6% de inquiridos que admite nunca ter ido a uma consulta de medicina dentária.
Entre os portugueses que nunca vão ao dentista ou que vão menos de uma vez por ano, cerca de metade diz não ter necessidade, enquanto 31% diz não ter dinheiro, uma percentagem que diminui em relação a 2017.
"Uma parte grande da população tem muita dificuldade em aceder à medicina dentária. Há um grande número de necessidades da população, mas depois a procura não é a que devia ser face ao estado de saúde oral e isso acontece por várias razões, económicas, de informação ou de acessibilidade", indica o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas.
Atualmente, há cerca de uma centena de médicos dentistas distribuídos por 60 a 70 centros de saúde, o que Orlando Monteiro da Silva considera ainda insuficiente.
"É positivo, mas não é capaz ainda de fazer a diferença para os números que são agora apresentados", comenta.
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