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Mercado laboral é principal entrave à competitividade das empresas

Conclusão consta de um inquérito da Associação Industrial Portuguesa.

23 de fevereiro de 2026 às 08:25

As empresas nacionais que participaram no inquérito anual da Associação Industrial Portuguesa (AIP) apontaram o mercado laboral como "principal entrave à sua competitividade", adiantou a associação, num comunicado divulgado esta segunda-feira.

Assim, "as empresas nacionais que participaram no inquérito anual da AIP à atividade empresarial elegem como principal entrave à sua competitividade o mercado laboral", sendo que, "entre os respondentes, 25% elegem a legislação laboral e a mão de obra como o principal fator que as impede de competir da melhor forma".

A ministra do Trabalho convocou a UGT e as quatro confederações empresariais para uma reunião no ministério esta segunda-feira para discutir as alterações à lei laboral, que têm sido alvo de muitas críticas por parte das centrais sindicais.

De acordo com a AIP, entre outros fatores apontados pelas empresas estão o sistema fiscal (18%) e a conjuntura internacional (17%), além da carga administrativa (13%), custos energéticos (11%), digitalização (6%) e sistema judicial (4%).

"Também no que diz respeito às exportações (53% das empresas inquiridas desenvolvem atividade exportadora), as empresas sinalizam o nível de procura externa como o fator mais crítico para a exportação, sendo assinalado por 60% como principal constrangimento", indicou.

O nível de concorrência, a existência de parcerias e a logística e transportes são igualmente indicadas como relevantes para a sua atividade para 52%, 34% e 22% das empresas, respetivamente.

De acordo com os resultados do inquérito, em 2025, "mais de 65% das empresas afirmam ter mantido ou incrementado os seus níveis de investimento, com 7% a avançarem um aumento muito superior quando comparado com o ano anterior", enquanto 22% das empresas indicaram menores investimentos e 3% muito menor.

Acerca da avaliação da situação financeira atual, a maioria (41%) das inquiridas considera que é normal, ou boa (29%), enquanto 16% a classificam como má e apenas 3% como muito má. Entre os inquiridos, 10% responderam que está muito boa.

Sobre o recurso a crédito bancário, 45% afirma recorrer de forma pontual a este tipo de financiamento, sendo que 26% o fazem de forma regular e 29% não recorrem aos bancos.

O inquérito à atividade empresarial em Portugal realizou-se no segundo semestre de 2025 e contou com 156 respostas validadas.

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