Governante apontou que o aumento de vagas também se deveu ao incremento da procura, considerando que "a magistratura continua a ser atrativa".
A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, anunciou esta terça-feira um número recorde de 215 vagas para a formação de magistrados, no Centro de Estudos Judiciários (CEJ), para o ano letivo de 2026/27.
A governante partilhou os dados numa visita às obras do novo polo de Vila do Conde do CEJ, no distrito do Porto, que deve entrar em funcionamento em setembro deste ano, falando num "esforço conjunto do Ministério da Justiça, do CEJ e da Câmara de Vila do Conde".
"Estamos a programar 215 vagas. Em 2024/25 tivemos 135 vagas [181 em 2025/26] e a nossa ideia é no ano letivo de 2026/27 termos esse aumento", disse a ministra.
Rita Alarcão Júdice disse que, para o novo polo do CEJ em Vila do Conde está previsto abrirem 65 vagas, sendo que as restantes serão preenchidas nas instalações do CEJ em Lisboa.
"Descentralizar a formação dos juízes foi a solução que nós implementámos, e que mostrou dar provas. Tivemos o dobro dos candidatos este ano, também devido às alterações das regras do CEJ", partilhou.
A governante apontou que o aumento de vagas também se deveu ao incremento da procura, considerando que "a magistratura continua a ser atrativa".
"É uma satisfação perceber que esta carreira é atrativa para as gerações mais novas. Procuramos ter bons juízes, novos e empenhados na sua formação", apontou.
Rita Alarcão Júdice falou numa "grande conquista para o Norte [do país]" por ter um polo do CEJ a funcionar em Vila do Conde, nas instalações de um antigo convento, cedido pela Câmara Municipal.
"É uma grande conquista e julgo que é bom para todos, não só para os auditores como também para os formadores, como também para a futura formação", completou.
A ideia foi partilhada por Edgar Taborda Lopes, juiz desembargador e diretor do CEJ, que relevou a formação de mais magistrados.
O responsável considerou "essencial que haja mais magistrados" e com uma formação mais adequada para os desafios que terão na carreira.
"O importante é que saiam formados com qualidade. É isso que garante que os portugueses possam ter uma justiça de cada vez maior qualidade. E é nisso que os centros judiciais pretendem trabalhar", disse o juiz desembargador.
Edgar Taborda Lopes confessou que gostava de ter mais vagas além das 215, mas reconheceu que "há sempre uma ponderação de custos e de logística", desvalorizando haver mais vagas em Lisboa do que no polo de Vila do Conde.
"Os recursos são escassos, por isso a qualidade na formação é o ponto essencial. Têm de estar particularmente bem formados para enfrentar todos os desafios que a atualidade nos mostra a todos os níveis. Os processos são cada vez mais exigentes e complicados", completou.
Atualmente, o polo de Vila do Conde está a funcionar em instalações provisórias, mas o autarca da cidade nortenha acredita que em setembro/outubro as obras de recuperação do Convento do Carmo estarão concluídas, num investimento de 1,7 milhões de euros, do Ministério da Justiça.
"A Câmara de Vila do Conde entende que também as autarquias são parte do Estado e têm esta função. Disponibilizamos este espaço de bom grado e contribuímos, creio eu, de forma decisiva para que esta vontade do Governo se concretizasse", disse Vítor Costa.
O presidente da autarquia vila-condense partilhou que a Câmara "funciona como dona da obra, mas o investimento é do Ministério".
"Não entendemos que as autarquias sejam tarefeiras. Somos parte desta parceria", completou.
O Convento do Carmo, edifício centenário da zona ribeirinha de Vila do Conde, está a ser profundamente reabilitado para acolher o polo Norte do CEJ, contando com quatro salas de formação, gabinetes e espaços administrativos e multiúsos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.