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Ministra do Ambiente e Energia diz que Portugal não recebeu aviso prévio de Espanha sobre o apagão

Maria da Graça Carvalho está convencida de que "nem o governo espanhol estaria alertado para o perigo[da situação]".

15 de abril de 2026 às 12:40

A ministra do Ambiente e Energia assegurou esta terça-feira que o Governo não recebeu nenhum aviso prévio sobre o apagão de eletricidade e que está convencida de que "nem o governo espanhol estaria alertado para o perigo".

Na audição na Comissão de Ambiente e Energia, no âmbito do grupo de trabalho sobre o apagão de 28 de abril de 2025, a governante afirmou que o relatório da ENTSO-E - Rede Europeia de Gestores de Redes de Transporte de Eletricidade - confirma que "o apagão teve origem em Espanha e não em Portugal e propagou-se a uma pequena região da França".

Segundo Maria da Graça Carvalho, o incidente teve origem "numa sucessão de falhas técnicas iniciadas no território espanhol", começando em Granada, depois em Badajoz e depois em Sevilha, "associadas essencialmente ao controle de tensão insuficiente".

A governante detalhou que o primeiro incidente em Espanha ocorreu às 11:32:57, o 'blackout' geral no país vizinho às 11:33:17 e em Portugal às 11:33:23, sustentando que "em 6 segundos" não era possível evitar os efeitos do apagão e que "os impactos sentidos no nosso país foram inevitáveis".

Questionada sobre a comunicação entre Lisboa e Madrid, a ministra disse que Portugal não recebeu qualquer alerta prévio das autoridades espanholas. "Não fomos avisados", afirmou, acrescentando tratar-se agora de uma matéria a avaliar à luz dos dados disponíveis.

Ainda assim, a responsável disse acreditar que o próprio executivo espanhol não teria percecionado a gravidade da situação antes do colapso. "Eu estou convencida que nem o governo espanhol estaria alertado para o perigo", afirmou, acrescentando que, se tivesse percebido o risco, "teriam feito qualquer coisa e teriam dito".

A ministra disse que a resposta nacional ao apagão foi "imediata e feita em articulação entre o Governo e as entidades competentes", o que permitiu restaurar o normal funcionamento do sistema elétrico nacional "em menos de 15 horas".

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