Fernando Alexandre garante que as restantes estão "praticamente distribuídas na totalidade".
O Ministro da Educação revelou esta sexta-feira que ainda há "duas ou três provas" dos exames nacionais do ensino secundário por entregar aos professores avaliadores, garantindo que as restantes estão "praticamente distribuídas na totalidade".
À margem de um evento em Guimarães, Fernando Alexandre explicou os motivos que levaram a adiar a data de divulgação dos resultados dos exames nacionais, dizendo que é preciso "garantir que os professores têm tempo" para corrigir as provas, "porque há duas ou três provas que ainda não foram distribuídas. As outras estão praticamente distribuídas na totalidade, a grande maioria dos professores está neste momento a poder classificar as provas".
O ministro da Educação, Ciência e Inovação revelou alguns detalhes do processo que levou a tutela a adiar a divulgação dos resultados da 1.ª fase dos exames nacionais do Ensino Secundário assim como da realização das provas da 2.ª fase dos exames.
"O foco do Governo é garantir o rigor da avaliação", voltou a defender sta sexta-feira Fernando Alexandre, sublinhando que a prioridade é garantir que existe "total transparência, credibilidade e confiança" neste novo sistema de avaliação, que este ano levou à digitalização de mais de 300 mil provas dos 11.º e 12.º anos.
Nos últimos dias, surgiram centenas de relatos de professores queixando-se de vários problemas, desde continuarem sem receber os itens para avaliar, de não conseguirem aceder ao portal onde estão as provas ou de faltarem folhas de resposta.
O ministro apontou esta sexta-feira o atraso na distribuição dos itens e a necessidade de "garantir que os professores têm tempo" para avaliar os alunos sem falhas como motivos para alterar o calendário: Os professores terão agora até 14 de julho para classificar as provas (era até dia 10), e os resultados serão afixados a 17 de julho, em vez de 14 de julho.
O novo calendário prevê ainda que a segunda fase dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, que deveria começar a 16 de julho, arranque apenas na tarde de 20 de julho e termine a 24 de julho, em vez de 22 de julho.
"Esta alteração é minimalista", defendeu sta sexta-feira o ministro à margem do evento "Espaço: conhecimento, defesa e economia", integrado no programa associado ao Conselho de Ministros, voltando a lamentar o impacto que possa vir a ter nos alunos, famílias e professores.
O ministério considerou que era preciso dar aos professores "o tempo que eles precisam para poder corrigir os exames sem qualquer pressão", caso contrário, poderia haver o "risco de haver alguma perturbação no processo de avaliação", disse Fernando Alexandre.
Sobre eventuais novas mudanças do calendário, disse esperar que tal não aconteça, mas admitiu que "existe sempre alguma incerteza".
"Ainda falta uma parte do processo que está a ser robustecido, mas há sempre alguma incerteza. Mas o foco é cumprir o calendário, que foi concertado com o EDUQA e o Júri Nacional de Exames (JNE), que ontem nos enviou uma proposta por escrito. Discutimos com essas entidades e parece-nos que esta é a melhor forma de garantir o tal rigor num processo de avaliação", afirmou.
A decisão de alterar o calendário foi anunciada sta sexta-feira de manhã em comunicado pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), que reconheceu "dificuldades informáticas" do processo de classificação eletrónica dos Exames do ensino secundário.
Pela primeira vez este ano, as mais de 300 mil provas realizadas pelos alunos do 11.º e 12.º anos foram todas digitalizadas e só depois distribuídas pelos professores para serem avaliadas.
O novo calendário da segunda fase dos exames será divulgado ainda sta sexta-feira, segundo o MECI, que acrescenta que as candidaturas ao ensino superior deverão manter-se inalteradas, ou seja, arrancam a 20 de julho.
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