Levantamento do número de Santas Casas com prejuízos ainda está a ser efetuado.
A Misericórdia de Macau fez um donativo no valor de 300 mil euros à União das Misericórdias Portuguesas com o objetivo de apoiar as congéneres que sofreram danos significativos provocados pela depressão Kristin.
Segundo informação da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) enviada à agência Lusa, o levantamento do número de Santas Casas com prejuízos ainda está a ser efetuado.
No entanto, para já, "há mais de 40 misericórdias com danos significativos".
"Os danos incidem em equipamento da área social, da saúde (unidades de cuidados continuados), monumentos classificados (igrejas e outros) e edificado em geral", referiu fonte da UMP.
Os maiores prejuízos estão relacionados com infraestruturas no distrito de Leiria e na zona norte do distrito de Santarém, bem como nas Misericórdias de Alcácer do Sal, Coimbra e Portalegre, e também em diversas misericórdias do interior do país, acrescentou a mesma fonte, referindo que o valor dos prejuízos ainda não está apurado.
Numa nota de imprensa, a UMP esclareceu que o donativo de Macau será enquadrado através de "um regulamento a elaborar pelo secretariado nacional da UMP, em articulação com um grupo de provedores de misericórdias de regiões não afetadas".
"Este ato de solidariedade tocou profundamente tanto o secretariado nacional da UMP como as misericórdias portuguesas que, perante danos estruturais e operacionais, enfrentam desafios exigentes na reposição das atividades de apoio social junto da população", adiantou o presidente da UMP, Manuel de Lemos, citado no comunicado.
Segundo o dirigente, "num momento particularmente difícil para várias instituições, esta ajuda representa não apenas um apoio financeiro vital, mas também um sinal profundo de união, fraternidade e compromisso com a missão das misericórdias".
A UMP acrescentou que a Misericórdia de Macau tem "mantido uma relação de grande proximidade e entreajuda com as misericórdias de Portugal".
Em 2017, contribuiu com "um donativo de 200 mil euros para apoiar as vítimas dos incêndios na região Centro e, durante a pandemia do Covid 19, através do envio de um milhão de máscaras de proteção para auxiliar as Santas Casas".
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.
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