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Patrões e UGT viram "maior disponibilidade" e "atitude diferente" para negociar às alterações à lei laboral

CIP diz estar "mais otimista" do que estava "há umas semanas", mas frisa que "até estar o acordo feito, não há acordo".

16 de março de 2026 às 21:31

As confederações empresariais realçaram esta segunda-feira haver uma "maior disponibilidade" para se alcançar um acordo sobre as alterações à lei laboral , enquanto a UGT viu "uma atitude diferente" da parte do Governo e dos patrões, ainda há "pedra para partir".

"Foi um dia bom (...) foi um dia bom porque pareceu que havia uma disponibilidade maior de nos entendermos", disse o presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, à saída da reunião entre Governo, UGT e as quatro confederações empresariais, sublinhando que essa disponibilidade veio de todos os presentes na reunião.

Lembrando que esta foi "a reunião número 50" no âmbito da discussão das alterações à lei laboral, o líder da CIP diz que foi possível avançar "bastante" em várias matérias, dando como exemplo o trabalho suplementar.

Questionado sobre se estaria a referir-se a um eventual aumento do limite de 200 para 300 horais anuais, Armindo Monteiro referiu apenas que em cima da mesa está uma eventual "alteração do limite", bem como "uma melhoria da remuneração do trabalhador", tendo em vista "corresponder ao esforço" pedido pela UGT às confederações patronais.

Já no que concerne ao prazo dos contratos a termo, Armindo Monteiro disse ficou "fechado" que tenham "uma duração mínima de um ano", quando a lei atual estipula seis meses, não havendo ainda um consenso na duração máxima. "Aquilo que estamos a tentar é que tenha uma duração mínima de um ano, mas com um limite de dois e meio", sublinhou.

O presidente da CIP diz estar "mais otimista" do que estava "há umas semanas", mas sublinhou que "até estar o acordo feito, não há acordo".

Também o presidente da Confederação do Comércio e Serviços (CCP) realçou que houve "um esforço" e foi possível avançar "bastante no aprofundamento de alguns pontos", ainda que não haja " consensos fechados sobre todos".

João Viera Lopes disse ainda que da parte da confederação se for possível "chegar a acordo a uma grande maioria de pontos, incluindo os pontos fundamentais, é possível fazer o acordo".

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